Pedro Norton de Matos, mentor do Greenfest: “Queremos lembrar a todos o Poder que cada um tem”

A 8ª edição do maior evento de sustentabilidade do país decorre entre os próximos dias 8 e 11 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril. Este será, novamente, o palco do melhor que é feito em Portugal nas vertentes social, económica e ambiental. O tema central desta edição do Greenfest, ou seja, o seu […]


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A 8ª edição do maior evento de sustentabilidade do país decorre entre os próximos dias 8 e 11 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril. Este será, novamente, o palco do melhor que é feito em Portugal nas vertentes social, económica e ambiental.

O tema central desta edição do Greenfest, ou seja, o seu fio condutor, é “Tenho o Poder” e que remete para as questões da cidadania ativa. O que levou à escolha desta temática?
Individualmente e em comunidade, cada um pode contribuir para um mundo mais justo e sustentável. Também as empresas e outras instituições têm um papel preponderante no contexto social, ambiental e económico em que se inserem. Queremos lembrar a todos o  “poder” que cada um  tem.

Como vê o nosso país em matéria de cidadania ativa?
Os portugueses estão cada vez mais confiantes. Temos visto recentemente muitos exemplos de pessoas a “arregaçarem as mangas” ou empresas a tomarem uma postura mais decisiva e a mostrarem que é possível fazer a diferença. Queremos incentivar esta atitude.

Nesta 8.ª edição, volta a ser partilhado o que de melhor se faz em termos Sustentabilidade em Portugal. O que destaca do vasto e variado programa deste ano?
O Greenfest é um evento com vários eventos a decorrer em simultâneo. Temos diferentes “espaços” que contam com apoio de diversas entidades  como a Fundação Montepio, o Banif, o Santander, a Barbot entre outras. E este ano o programa é vasto. Vai existir a primeira feira de ONG´s de sempre organizada em Portugal em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian e com os EEA Grants. Teremos também um  programa de saúde extenso com muitos rastros para toda a família. Criámos o “Programa UniverCity” que inclui mais de 20 universidades e tem como objetivo possibilitar a partilha de alguns dos melhores projetos desenvolvidos pelos futuros impulsionadores económicos do nosso país. Mantemos um “Programa Escolas” que inclui a visita de mais 2 mil alunos do ensino básico e secundário fomentando o diálogo com os decisores de amanhã. Temos palestras sobre projetos inovadores, experiências como “test drives” ao novo BMW i3 100% elétrico durante os dias do evento, conferências e workshops com oradores e especialistas nacionais e internacionais. E destaco ainda a programação de alguns dos nossos embaixadores: “Odisseias no Mar Português em Kite Surf” – Francisco Luffinha (campeão de KiteSurf), no dia 10 de outubro, pelas 17 horas, no Speakers Corner; “Sailors for the Sea” sensibilizar para a importância de preservar os nossos oceanos – Sara Rodi (escritora/guionista, no dia 9 de Outubro, das 10h30 às 12 horas, no Kids Zone; apresentação do Blog “Volta à Terra” – Anabela Teixeira (Atriz), também no dia 10 de Outubro, às 15 horas no espaço “Storytelling”; apresentação do “Programa Change It” o movimento de ir mais além – Ana Rita Clara (apresentadora, atriz e empresária), ainda no dia 10, pelas 16 horas no Community Factory; e por último, o “Show Cooking – O que Ter na Sua Cozinha” – Júlia Galhardo, na tarde do dia 10, das 16h às 16h30.
A organização da 1ª Feira das ONG é, sem dúvida, um dos pontos altos. Como nasce esta parceria com a Fundação Gulbenkian e de que importância se reveste?
Nasce de uma vontade comum de dar destaque às instituições que tem como objetivo contribuir para a sociedade e corrigir alguns aspetos. A Fundação Calouste Gulbenkian conta nas suas ações com o programa “Cidadania Activa”. Este é gerido em conjunto com EEA Grants. O “Programa Cidadania Activa” é um instrumento através do qual a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein apoiam as organizações da sociedade civil em Portugal, no âmbito do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o qual financia acções nos 16 países menos prósperos da União Europeia e fomenta as relações bilaterais com os países financiadores. O “Programa Cidadania Activa”, que tem a duração de quatro anos e um orçamento global de 8,7 milhões de euros, é gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian e já apoiou 113 projetos em todo o país. Se o Greenfest, que existe há mais de oito anos e tem como objetivo dar visibilidade ao melhor que se faz na área de sustentabilidade em Portugal, significa que temos a plataforma, a visibilidade e a partilha de um ADN comum. É uma parceria que faz todo o sentido.

O que levou o Greenfest a elaborar um programa específico para a Saúde, particularmente sobre a Diabetes Tipo II? De que forma vai ser tratado o tema?
Portugal é um dos países do mundo em que a Diabetes Tipo II tem um índice de crescimento mais elevado. Os números são assustadores e têm um impacto social e económico enorme. É um tipo de doença que pode ser controlável pelo ser humano. Tem sobretudo a ver  com hábitos alimentares e de exercício. Queremos contribuir para essa consciencialização. Criámos um programa dedicado à saúde, onde lembramos que cada um “Tem o Poder” de contribuir para a sua saúde, através de workshops de cozinha saudável, palestras e conferências com nutricionistas e médicos de renome que nos ensinam a tomar conta de nós e identificar perfis de risco. É sobretudo uma aposta na prevenção.
Vamos ainda contar com rastreios de saúde. O participante pode levar família a efetuar rastreios de todo o tipo desde  a diabetes tipo II, audição, visão, diabetes,  dislexia, cardiovasculares,  cognitivo e do estado nutricional – obesidade e necessidades especiais, de voz/fala. Existirá ainda a oportunidade de doar  sangue.

“Portugal Inovação Social” no arranque

Na conferência inaugural, para além do tema agregador “Cidadania Activa”, outro programa em destaque
será o estruturante “Portugal Inovação Social” que tem por objetivo consolidar o empreendedorismo social e reforçar o eco sistema de inovação no nosso país. Serão explicadas as linhas mestras orientadoras e o enquadramento no âmbito do horizonte temporal 2020, nomeadamente em relação a critérios de elegibilidade para apoios e parcerias. A economia de partilha, também designada economia circular, terá importantes desenvolvimentos nesta conferência, através da fundadora do movimento “The people who share” e reconhecida empreendedora social. No âmbito da Responsabilidade Social Corporativa será dado enfâse ao encorajamento da participação das empresas, através do estabelecimento de parcerias com entidades da sociedade civil, nomeadamente universidades, ONG, associações empresariais, autarquias, etc. Serão igualmente partilhadas as melhores práticas da GRACE, Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial.

Sónia Bexiga/OJE

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