Pedro Nuno Santos admite cortes salariais maiores para haver menos despedimentos na TAP

O ministro das Infraestruturas e da Habitação adiantou ao programa Conversa Capital da Antena 1 e Jornal de Negócios, que há uma proposta nesse sentido feita pelo sindicato dos pilotos da TAP. Não excluiu a possibilidade de outros sindicatos e outras áreas da empresa avançarem propostas idênticas.

O Governo está disponível para aceitar maiores cortes nos salários dos trabalhadores da TAP como alternativa aos despedimentos, revelou  o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena 1 e Jornal de Negócios, adiantando que há uma proposta nesse sentido, feita pelo sindicato dos pilotos da TAP.

“Cortes salariais maiores, menos despedimentos, sim”, afirmou Pedro Nuno Santos, admitindo analisar essa proposta e outras que venham a ser feitas.

Ainda assim, esclareceu que o objetivo não é aceitar apenas uma redução salarial, porque o que a TAP precisa é de reduzir efetivos, que de futuro não serão necessários. E caso voltem a ser necessários, poderão ser novamente contratados, mas com menos ordenado e menos regalias. “As saídas permitem que novas entradas sejam feitas num patamar diferente”, quer do ponto de vista do “salário, quer das condições”, destacou.

Pedro Nuno Santos disse também não excluir que outros sindicatos e outras áreas da empresa possam avançar propostas idênticas às dos pilotos, embora todas tenham salários muito inferiores.

A Portugália, no global, tem 700 trabalhadores e vai aumentar a frota, passar de 3 para 26 Embraer. “A Portugália vai precisar de ser reforçada ao longo dos próximos anos. Vai contratar”, adiantou o ministro. Explicou também que “não pode haver passagens diretas” da TAP para a Portugália, mas será visto do ponto de vista legal se é possível privilegiar a experiência na TAP.

Sobre a polémica intenção de levar o plano de reestruturação à votação no Parlamento, já rejeitada pelo primeiro-ministro, António Costa, o ministro das Infraestruturas e da Habitação explicou à Antena 1/Jornal de Negócios,  que apenas quis acautelar eventuais situações de bloqueio à transferência de verbas, como aconteceu com o Novo Banco. “No dia em que em 2021 ou em 2022, ou em 2023, aconteça à TAP o que aconteceu ao Novo Banco, a TAP cai”.

Quanto à aprovação do plano em Bruxelas, Pedro Nuno Santos é categórico: “não me passa pela cabeça outra coisa”. Na negociação com Bruxelas, ficará também decidido que parte dos 1,2 mil milhões de euros, que o Estado já adiantou à TAP, terá que ser devolvida e que parte terá que ser convertida em capital.

Ao Jornal Económico, o acionista privado, Humberto Pedrosa disse, esta sexta-feira, 11 de dezembro, que “o plano de reestruturação é credível e sério para salvar a TAP”. Acionista privado confia que Bruxelas aprovará.

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