“Pedro Nuno Santos tem explicações a dar aos portugueses”, diz André Ventura sobre TAP

André Ventura destacou que o plano da TAP implica “cerca de 2 mil despedimentos, o que representa cerca de 30% da companhia e estamos a falar de cortes de salários nos 25%, isto é o plano que está em cima da mesa”.

Mário Cruz/Lusa

O presidente do Chega, André Ventura, considerou esta quinta-feira que a “TAP já deveria ter sido restruturada” e como tal o ministro das Infraestruturas e da Habitação, “Pedro Nuno Santos tem explicações a dar aos portugueses”, nesta matéria.

Em entrevista aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura apontou que “quando olhamos para este plano perguntam-nos se concordamos com ele ou não, a nossa abordagem foi muito clara, também das conversas que já tínhamos tido, de que a TAP já deveria ter sido restruturada”.

Para André Ventura “não era neste momento, de grandes dificuldades de acesso ao mercado, que a TAP deveria ser restruturada” e destacou que “já no período pré covid a TAP tinha dois critérios de risco muito significativos, tinha capitais próprios negativos e tinha dívidas superiores a 200 milhões a mais de 90 dias”. Assim, ” isto significa que qualquer gestor responsável já teria feito uma restruturação da TAP, por isso sim, o ministro Pedro Nuno Santos tem explicações a dar aos portugueses

O líder do Chega frisou “Estamos a falar de cerca de 2 mil despedimentos, o que representa cerca de 30% da companhia e estamos a falar de cortes de salários nos 25%, isto é o plano que está em cima da mesa”, referindo-se ao plano de reestruturação da TAP elaborado pelo Governo.

Todo o plano de restruturação da TAP tá a ser feita numa lógica que até é estranha da parte do Partido Socialista, que é a lógica de cortar pessoal, cortar salários quando a TAP tem um problema de eficiência muito grande”, garantiu André Ventura sublinhando que “a TAP paga todos os anos dezenas de milhões, não é milhares, é milhões, é uma questão de estabilidade, de compromisso e de coerência. Portanto eu não compreendo como é que há partidos nesta casa a dizer que não querem que a TAP venha ao Parlamento para ser discutida”.

O deputado único do Chega destacou ainda que o partido ainda não tem sentido de voto, mas acredita esta ser uma oportunidade para o executivo de António Costa. “O governo ainda vai a tempo de apresentar em Bruxelas um plano mais na base de otimizar a companhia de trazer mais benefícios para os portugueses”, salientou Ventura.

Recomendadas

Desafios tecnológicos, burocracia, renováveis e perda de água em debate

A transição energética em Portugal e na Europa esteve em debate na conferência do sexto aniversário do Jornal Económico.

Transição energética não pode ser feita sem as pessoas

Empresas do sector energético destacam a importância das pessoas nos seus projetos. A transição não pode ser feita sem o envolvimento das populações locais e sem a conversão de postos de trabalho.

Escassez de carros e inflação dominam mercado da gestão de frotas

Há falta de carros, há falta de peças, há uma inflação galopante no preço das viaturas e há o perigo do abrandamento económico. São fatores negativos para as gestoras de frotas das empresas. Mas as gestoras têm soluções.
Comentários