Pedro Soares dos Santos: “Temos de fazer esforço no controlo da inflação através da defesa dos preços baixos”

O presidente do rupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, considera ser agora “claro que a subida de preços dos produtos alimentares, da energia e do combustível será muito superior ao que se perspetivava no início do ano”.

Cristina Bernardo

Dois meses volvidos desde o início da ofensiva militar na Ucrânia, “é para nós claro que a subida de preços dos produtos alimentares, da energia e do combustível será muito superior ao que se perspetivava no início do ano”, alerta o presidente do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos. Na divulgação dos resultados do grupo JM referentes ao primeiro trimestre de 2022 – que reportam um resultado líquido de 88 milhões de euros, mais 52,4% que no período homólogo de 2021 –, Pedro Soares dos Santos admitiu que “num horizonte turvado pela incerteza, não temos dúvidas relativamente à nossa primeira prioridade estratégica: fazer a nossa parte no esforço, necessariamente coletivo, de controlo da inflação, através da defesa dos preços baixos e do investimento em fortes campanhas promocionais que permitam criar oportunidades para as famílias, fortalecer a posição competitiva das nossas insígnias e proteger o crescimento dos volumes”.

“A perseverança das nossas equipas e a consistência do trabalho desenvolvido pelas nossas insígnias ao longo do tempo, garantem a liderança em preço e qualidade. Estas são a grande força por detrás do sólido desempenho do Grupo Jerónimo Martins nos primeiros três meses do ano”, refere o presidente do grupo JM.

“Este trabalho, que reforçámos desde o início da pandemia, é agora ainda mais crítico num contexto de inflação crescente, agravado pela guerra na Ucrânia, que deteriorará o poder de compra dos consumidores em geral e, em especial, o dos grupos socioeconómicos mais desfavorecidos”, considera.

“Estou confiante que saberemos fazer este caminho enquanto continuamos empenhados em ser bons cidadãos corporativos e em responder, de forma responsável, às expectativas dos nossos colaboradores, dos fornecedores e das comunidades onde estamos presentes”, adianta o presidente do grupo JM.

“Prevalece uma envolvente de significativa incerteza associada aos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e à evolução da pandemia de Covid-19”, adianta, considerando que “desde o início do conflito militar, as pressões inflacionistas nos produtos alimentares, na energia e nos transportes, escalaram”.

“Desde então, também se observou o aumento substancial da volatilidade das moedas da Europa de Leste. Em face dos efeitos do aumento da inflação e das taxas de juro no rendimento disponível das famílias, a competitividade de preço e a criação de oportunidades de poupança para o consumidor tornam-se ainda mais preponderantes na agenda de todas as companhias do grupo JM”, diz.

“Em linha com o que referimos há pouco mais de um mês, esse esforço de contenção dos preços de venda será assegurado, mesmo que a inflação nos custos coloque pressão adicional nas margens percentuais das nossas insígnias. Mantemos, assim, as perspetivas para o ano tal como apresentadas no dia 9 de março de 2022, aquando da divulgação dos resultados de 2021”, conclui Pedro Soares dos Santos.

Relacionadas

Jerónimo Martins lucra 88 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022

Os resultados líquidos do grupo liderado por Pedro Soares dos Santos aumentou 52,4% no primeiro trimestre de 2022, face ao período homólogo de 2021, enquanto as vendas consolidadas aumentaram 15,2% no mesmo período, ascendendo a 5,5 mil milhões de euros.
Recomendadas

Aldi inaugura 108ª loja em Portugal

Para assinalar a inauguração da nova loja, a cadeia de supermercados vai oferecer um vale de cinco euros e uma planta de “boas-vindas” (unidades limitadas) aos clientes que efetuarem uma compra na nova loja ALDI Santa Maria da Feira.

Os cenários de disrupção no transporte de mercadorias

O crescimento global vai cair ligeiramente em 2022 e 2023. As cadeias globais de abastecimento estão a sofrer ruturas que foram exacerbadas com a pandemia e os prémios de seguro vão refletir a nova geopolítica.

Jerónimo Martins dá prémio de 550 euros a trabalhadores em Portugal

O prémio foi atribuído a trabalhadores do grupo em Portugal, Polónia e Colômbia, tendo abrangido um total de 80 mil trabalhadores nos três países, num montante de 55 milhões de euros.
Comentários