‘Persistir em 2020’: Hong Kong prepara protestos para o dia de ano novo

Manifestantes pró-democracia de Hong Kong começaram a organizar manifestações na véspera do ano novo pela cidade na terça-feira, pedindo às pessoas que não desistam da luta pela democracia em 2020.

O ano novo estás prestes a chegar e com ele a continuidade dos protestos em Hong Kong. Os manifestantes pró-democracia começaram a organizar comícios na véspera de ano novo pela cidade na terça-feira, pedindo às pessoas que não desistam da luta pela democracia em 2020, revela a agência “Reuters”, esta terça-feira, 31 de dezembro.

Os manifestantes foram convidados a usar máscaras nos protestos denominados, “Não se esqueça de 2019 – Persista em 2020”. “Estamos a protestar há tanto tempo, mas o governo ainda se recusa a ouvir-nos. Se não participarmos no protesto, estamos em dívida com os nossos companheiros que já foram presos”, afirma um dos manifestantes citado pela imprensa local.

Numa mensagem de vídeo na véspera de ano novo, a diretora executiva Carrie Lam disse que mais de seis meses de inquietação no centro financeiro asiático causaram tristeza, ansiedade, deceção e raiva. “Vamos começar 2020 com uma nova resolução, para restaurar a ordem e a harmonia na sociedade. Para que possamos começar de novo, juntos”, referiu Carrie Lam.

A polícia vai mobilizar mais de 6.000 agentes para lidar com possíveis distúrbios durante o período do ano novo, de acordo com o jornal “South China Morning Post”. Manifestantes e grupos de direitos humanos criticaram a polícia por usar força excessiva no tratamento de protestos nas ruas.

“Sou mãe de dois filhos e deixei de os trazer para participar no protesto agora, pois está a tornar-se perigoso para eles participarem e já não sei quem os são bons ou maus policias”, afirmou uma manifestante. A polícia diz que prendeu quase 6.500 pessoas desde que os protestos começaram a aumentar em junho, na pior crise política enfrentada pela cidade em décadas.

No dia de ano novo, dezenas de milhares de pessoas devem participar numa grande marcha pró-democracia, depois de receber a aprovação da polícia para prosseguir, com os organizadores a esperarem manter o impulso do movimento de protesto no novo ano.

A marcha anterior da ‘Frente dos Direitos Humanos Civis’, no início de dezembro, atraiu cerca de 800.000 pessoas. “No dia de ano novo, precisamos mostrar a nossa solidariedade para resistir ao governo. Esperamos que as pessoas de Hong Kong cheguem às ruas para o futuro de Hong Kong”, referiu à imprensa local Jimmy Sham, líder do grupo.

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