Pessoas, tecnologia e processos: os vértices das Smart Cities

Muito se tem falado e escrito acerca de Cidades Inteligentes, as “Smart Cities” chegaram e, invariavelmente, quando se aborda o tema, há um sem número de expressões que surgem, tais como: “Data Lakes”, “IoTs”, “Chat Bots” e “Smart Metering”.

Adicionalmente, proliferam as APPs para reportar incidentes na via pública, para gerir o estacionamento, para a feira do fumeiro, para… tudo e mais alguma coisa!

Se prestarmos atenção, há um foco principal em todas estas expressões: TECNOLOGIA.

É justificável que assim seja, visto que a temática surge a partir do momento em que telecomunicações e tecnologia convergem e introduzem novos paradigmas, tais como desmaterialização ou mobilidade.

Quando falamos de “Smart Cities”, está em causa a transformação digital associada às cidades e neste sentido, não devem ser desprezados os dois outros vértices do típico triângulo da transformação das organizações: PROCESSOS e PESSOAS.

Antes de mais as PESSOAS, até porque não são as cidades que são “inteligentes”, são as Pessoas. É com base nelas que deve ser definido o desígnio de uma cidade. São as pessoas, quer sejam cidadãos residentes, visitantes ou investidores, que deverão ter as suas necessidades satisfeitas. Este é o princípio daquilo que na EY denominamos por “Smart Citizenship”.

Depois estão os PROCESSOS, para suportar a operacionalização do desígnio definido. Deverão ser desenhados de acordo com a nova visão, “out-of-the-box”, sem âncoras a hábitos incrustados e tendo em consideração, por exemplo, novos canais que ajudarão a abrir os Municípios para o exterior e permitir uma utilização em modo de 24×7. Algo que parece tão óbvio, mas para o qual as nossas organizações municipais não estão de todo preparadas.

Na prática, a forma como alguns dos responsáveis pelas nossas cidades têm posto em prática estes conceitos não tem sido a mais “Smart”, visto que a TECNOLOGIA é muitas vezes vista como um fim, quando não deveria ser mais do que um meio para atingir propósitos previamente definidos focados nas PESSOAS.

É imperativo que os autarcas coloquem em marcha processos de transformação sustentada, assentes nos três pilares, sob pena de surgirem “constrangimentos Smart”, como estruturas de back-office mal preparadas e consequente incapacidade de resposta com um nível de serviço adequado.

Se tem interesse em receber comunicação da EY Portugal (Convites, Newsletters, Estudos, etc), por favor Clique aqui

Recomendadas

Desenvolvimento da Biotecnologia em Portugal

A biotecnologia explora processos celulares e biomoleculares para desenvolver tecnologias e produtos que ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Canábis medicinal: um cluster emergente em Portugal?

Portugal está no radar do investimento mundial na cadeia de valor da canábis medicinal, possuindo excelentes condições para se tornar um hub europeu nesta indústria.

ESG no imobiliário: o que as organizações devem considerar

Nas maiores empresas, esta abordagem de integração estratégica está a ser encarada como um imperativo de negócio para criar valor a longo prazo.
Comentários