Petróleo custa em média 65 dólares por barril em 2019

A consultora especializada em questões energéticas Wood Mackenzie estimou esta segunda-feira que o preço médio do barril de petróleo este ano será de 65 dólares, antecipando também que as tensões comerciais não diminuam a procura pela China.

A consultora especializada em questões energéticas Wood Mackenzie estimou esta segunda-feira que o preço médio do barril de petróleo este ano será de 65 dólares, antecipando também que as tensões comerciais não diminuam a procura pela China.

“A Wood Mackenzie ajustou a sua previsão do preço médio do petróleo em apenas um dólar, de 66 para 65 dólares por barril este ano, mas a nossa previsão de 68 dólares por barril em 2020 permanece inalterada”, disse a vice-presidente Ann-Louise Hittle, que tem o pelouro da macroeconomia do petróleo.

Numa nota enviada esta manhã aos clientes, e a que a Lusa teve acesso, a Wood Mackenzie diz que “os mercados globais estiveram voláteis no final do ano passado, e o petróleo não foi exceção” e acrescenta que “os dados macroeconómicos mistos motivaram boa parte da volatilidade, com a incerteza política a avolumar as preocupações sobre uma aceleração do abrandamento económico”.

A previsão de 65 dólares por barril, a confirmar-se, será uma boa notícia para Angola, que colocou no Orçamento para este ano um valor ligeiramente acima de 60 dólares por barril.

Noutra nota divulgada também esta manhã, a Wood mazkenzie diz que a procura chinesa pelo petróleo não deverá abrandar, apesar dos dados macroeconómicos sobre o último trimestre do ano passado, que mostram um crescimento de 6,4%, menos uma décima que no trimestre anterior, o que motivou uma expansão económica de 6,6% no total do ano passado, o ritmo mais lento dos últimos 28 anos.

“O crescimento da procura energética foi fenomenal no ano passado; os primeiros dez meses registaram um crescimento de 8,7%, com a indústria a manter-se como o principal motor”, disse o analista Frank Yu.

A nível mundial, a Wood Mackenzie espera um “abrandamento global benigno”, antecipando um crescimento de 2,8% este ano e 2,6% em 2020, depois de ter crescido 3% no ano passado.

No que respeita à procura por petróleo, a consultora antecipa “um aumento de 1,1 milhões de barris por dia este ano e 1,3 milhões em 2020”.

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