Petróleo em mínimos de quatro anos

Pela primeira vez desde setembro de 2010, o preço do barril de petróleo desceu dos 80 dólares. Depois de três anos a negociar no mercado de futuros quase sempre em valores superiores a 100 dólares, o preço da commodity viu-se sacudido a partir de junho deste ano. Nesse mês, o valor do petróleo Brent chegou […]

Pela primeira vez desde setembro de 2010, o preço do barril de petróleo desceu dos 80 dólares. Depois de três anos a negociar no mercado de futuros quase sempre em valores superiores a 100 dólares, o preço da commodity viu-se sacudido a partir de junho deste ano. Nesse mês, o valor do petróleo Brent chegou a alcançar os 115 dólares, iniciando depois uma queda constante até atingir o mínimo de 77 dólares. Assim, em apenas seis meses, o preço desta matéria prima, uma das mais negociadas em todo o mundo, registou uma quebra superior a 30%.

Na base desta descida vertiginosa no preço do “ouro negro”, a principal fonte de energia a nível mundial, está um conjunto de fatores. Por um lado, constata-se o aumento da produção de petróleo em países como os Estados Unidos (sobretudo através do fracking, técnica de fratura hidráulica utilizada para extrair gás e petróleo do subsolo), aliado à redução da procura energética de uma China em desaceleração e também dos países europeus.

No entanto, a habitual fórmula oferta/procura não é suficiente para explicar a forte quebra no preço do futuro do barril de petróleo, uma vez que a tensão e as guerras em curso no Médio Oriente poderiam, de igual forma, pressionar os preços da commodity para cima.

A explicação poderá residir na estratégia adotada pela Arábia Saudita. O maior produtor mundial de petróleo rejeitou reduzir o ritmo de extração como forma de sustentar os preços, assumindo as perdas derivadas da redução do valor cobrado, com objetivo de manter a sua quota de mercado.

A alteração nos preços da matéria prima está, por isso, a afetar de forma muito diversa cada país, prometendo mesmo modificar profundamente a correlação de forças no equilíbrio geoestratégico global.

Assim, entre as economias que saem favorecidas com o petróleo barato encontramos sobretudo países importadores, como a China, atualmente o principal cliente da Arábia Saudita. Também a Índia e a maioria dos países europeus (incluído Portugal) beneficiam da redução nos preços do “ouro negro”, uma vez que a poupança pressupõe um importante alívio para a sua balança comercial.

Por outro lado, países exportadores como a Rússia, poderão ser os mais lesados com o petróleo barato. O país presidido por Vladimir Putin programou o orçamento do próximo ano projetando um preço do barril de petróleo à volta dos 100 dólares. A Rússia poderá, assim, enfrentar um importante défice orçamental, devido também à descida do valor do rublo e às sanções económicas. Também países como a Venezuela, Líbia ou Equador temem as consequências da descida nos preços, tendo pedido medidas para impedir mais quedas no valor da commodity.

Quanto aos traders, poderão tirar partido da volatilidade no preço do barril de petróleo, negociando contratos de CFDs sobre o petróleo, um tipo de produto derivado que permite ao investidor apostar tanto na subida como na descida do valor da matéria prima. Dotados de elevada liquidez e flexibilidade, os CFDs colocam também à disposição dos investidores uma elevada alavancagem, que pode conduzir à multiplicação do rendimento obtido. No entanto, o trader também deve ter em conta que os riscos de perdas aumentam na mesma proporção.

2º IG

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