Petróleo. OPEP revê em baixa pela quinta vez o consumo global para este ano

Os membros das OPEP e os seus parceiros (OPEP+, que inclui a Rússia) vão reunir-se a 4 de dezembro. 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) voltou a reduzir as suas previsões de procura para este ano. A revisão em baixa acontece numa altura em que estes países preparam-se para reduzir a produção. Esta é a quinta vez desde abril que a procura para 2022 é revista em baixa.

A organização sediada em Viena, Áustria, considera que a procura para este ano vai ficar nos 2,55 milhões de barris diários, menos 100 mil face à estimativa anterior, mas um crescimento de 2,6% face ao consumo registado em 2021.

“A economia mundial entrou num período de incerteza insignificante e aumento dos desafios no quarto trimestre de 2022”, disse a OPEP esta segunda-feira.

Entre os riscos encontra-se a inflação elevada, o aumento das taxas de juros pelos grandes bancos centrais, o nível elevado de endividamento de vários países, mercados laborais a encolher e problemas nas cadeias de abastecimento.

A OPEP decidiu em outubro cortar em dois milhões de barris diários a produção, com o objetivo de ir ao encontro da procura. A decisão foi bastante criticada pela Casa Branca que acusou a Arábia Saudita (que lidera a OPEP) e os seus parceiros de colocarem em risco a economia global e de favorecer a Rússia depois da invasão da Ucrânia, mantendo os preços do petróleo elevados.

Os membros das OPEP e os seus parceiros (OPEP+) vão reunir-se a 4 de dezembro.

Para 2023, a OPEP espera que a procura de petróleo se situe nos 2,24 milhões de barris diários, também menos 100 mil barris por dia face à estimativa anterior.

“A incerteza significativa em relação à economia global, acompanhada por receios de uma recessão global, contribui para o risco de redução da procura global de petróleo”, com a política Covid zero da China a “contribuir para esta incerteza”, segundo o documento citado pela “Reuters”.

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