Pfizer diz que medicamento contra a Covid é eficaz contra Omicron

Os dados da Pfizer, sobre pacientes de alto risco, mostraram que das 697 pessoas que receberam Paxlovid, apenas cinco foram hospitalizadas e nenhuma morreu.

19 – Pfizer

Os comprimidos anti-covid criados pela Pfizer reduzem o risco de hospitalização ou morte pela doença em 89% dos casos e demonstrou ser eficaz contra a variante sul africana, Ómicron revela a “Bloomberg” esta terça-feira, 14 de dezembro.

Embora o teste tenha sido realizado enquanto a Delta era a variante dominante do coronavírus, a Pfizer acredita que o antiviral, conhecido como Paxlovid, provavelmente funcionará contra a Omicron. Um primeiro estudo demonstrou eficácia contra a mais recente variante, e outros estudos estão em andamento.

Albert Bourla, presidente-executivo da Pfizer, disse que os dados terão um “impacto significativo na vida de muitos”. “Variantes emergentes de preocupação, como a Ómicron, demonstraram a necessidade de opções de tratamento acessíveis para aqueles que contraem o vírus, e estamos confiantes de que, se autorizado ou aprovado, este tratamento pode ser uma ferramenta para ajudar a conter a pandemia”, considerou.

Relativamente às hospitalizações e mortes por Covid-19, os dados da Pfizer, sobre pacientes de alto risco, mostraram que das 697 pessoas que receberam o Paxlovid, apenas cinco foram hospitalizadas e nenhuma morreu. Por outro lado, 44 dos pacientes que receberam um placebo foram hospitalizados e nove morreram.

No entanto, os testes incluíram apenas participantes não vacinados, portanto, não existem dados sobre o grau de eficácia dos medicamentos em pacientes vacinados, que apresentam um risco menor de doença grave.

O medicamento da Pfizer precisa ser tomado com ritonavir, um medicamento genérico para o HIV, de forma a manter uma alta concentração no corpo.

Os resultados surgem depois da Merck ter sido forçada a rever a taxa de eficácia do seu antiviral, que passou de 50% para 30%. Embora o Reino Unido tenha aprovado a pílula Merck, o regulador dos EUA ainda não tomou uma decisão.

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