Pharol fecha semestre com prejuízos de 1,21 milhões

Os capitais próprios da ex-PT SGPS terminaram o semestre em 84,7 milhões de euros, o que inclui uma redução de 7,2 milhões face a dezembro de 2021, “refletindo a desvalorização da participação na Oi em 8,98 milhões de euros, encaixe na venda de ações desta participada, no montante 2,9 milhões e o resultado líquido negativo”.

Luís Palha da Silva, CEO da Pharol

O resultado líquido da Pharol no primeiro semestre de 2022 foi negativo em 1,21 milhões de euros, “justificado quase integralmente por custos operacionais recorrentes”, refere a empresa liderada por Luís Palha da Silva.

Os capitais próprios da companhia terminaram o semestre em 84,7 milhões de euros, o que inclui uma redução de 7,2 milhões de euros face a dezembro de 2021, “refletindo a desvalorização da participação na Oi em 8,98 milhões de euros, encaixe na venda de ações desta participada, no montante 2,9 milhões de euros e o resultado líquido negativo no montante de 1,21 milhões de euros.

O capital próprio caiu face a junho de 2021 quando era de 91,9 milhões.

O valor do ativo caiu de 108,8 milhões para 101,4 milhões de euros. O passivo praticamente igual nos 16,7 milhões.

Em 30 de Junho de 2022, a Pharol detinha como principais ativos 277.700.159 ações ordinárias da Oi, representativas de 4,66% do capital social (sem ações de tesouraria); e os instrumentos de dívida da Rio Forte Investments com um valor nominal de 897 milhões de euros e atualmente valorizadas por 51,9 milhões de euros.

A participação da Pharol na Oi finalizou o 1º semestre de 2022 valorizada em 28,7 milhões de euros, em resultado da queda na cotação das ações ordinárias da Oi, equivalente a uma participação de 4,66% (excluindo ações de tesouraria detidas pela própria Oi).

O EBITDA recorrente foi menos negativo do que em junho de 2021, passou de -1,4 milhões para 1,2 milhões de euros em junho deste ano.

O CEO Luís Palha da Silva, no comunicado, diz que “a juntar-se aos efeitos exógenos da pandemia Covid 19 e da eclosão da guerra na Ucrânia, internamente, vários factores revelaram-se prejudiciais ao desempenho bolsista da Oi no 1º semestre de 2022, como o atraso na conclusão da Recuperação Judicial; o valor final da negociação de dívidas do passado à Anatel excedendo as expectativas gerais; a redução de 7% na participação futura da Oi na V. Tal; e anúncio do montante calculado exigido pela Anatel para a migração dos contratos de concessão para autorização”.

“Desenvolvimentos menos conseguidos na área operacional contribuíram também para um processo de reavaliação em baixa do valor das ações Oi. Processo esse a que, dado o peso no seu balanço, a cotação da Pharol não conseguiu escapar”, acrescenta o presidente da Pharol.

“Em consequência, as reações possíveis foram a aceleração na política de gestão activa da carteira de acções detida na Oi e um renovado esforço no controlo de custos”, conclui.

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