PIB per capita de Portugal é o quarto mais baixo da zona euro

Os dados revelados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Eurostat mostram que a riqueza gerada por habitante caiu, apesar de a economia ter crescido no ano passado ao ritmo mais elevado desde 2000.

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expresso em paridade de poder de compra, recuou para 76,6% da média da União Europeia (UE). Os dados revelados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Eurostat mostram que a riqueza gerada por habitante caiu, apesar de a economia ter crescido no ano passado ao ritmo mais elevado desde 2000.

O PIB per capita em Portugal recuou 0,8 pontos percentuais em 2017 face à percentagem registada no ano anterior. Portugal apresentou a quarta riqueza gerada por habitante mais baixa entre os 19 estados-membros da zona euro, atrás da Estónia (78,8), da Lituânia (78,4) e à frente da Eslováquia (76,2%), Grécia (67,2%) e Letónia (66,8%).

Entre os 28 Estados-membros da UE, destaca-se o Luxemburgo com o maior índice de volume de riqueza gerada por habitante (253% da média da UE), ou seja, mais de duas vezes e meia acima da média dos estados-membros da UE. A percentagem é também cinco vezes maior do que a da Bulgária, que é o país da UE com o valor mais baixo (com 49,3%). Fora da UE, a Albânia surge em último lugar da lista, com 30,5%.

Em termos nominais, o PIB per capita de Portugal em 2017 apresentou um crescimento positivo (4,6%), determinado pelo aumento nominal do PIB (4,4%) e pela diminuição da população (-0,24%).

O INE adverte, no entanto, que estes resultados “devem ser analisados com prudência, particularmente em termos de evolução temporal, uma vez que ao longo do tempo verificam-se alterações de diferente natureza, nomeadamente ao nível da seleção do cabaz comum de bens e serviços em comparação, dos métodos e fontes dos preços utilizados no exercício das Paridades de Poder de Compra e da substituição de valores preliminares por definitivos da contabilidade nacional”.

(artigo atualizado às 14h50: em vez de um aumento nominal do PIB de 4,6%, deve ler-se 4,4%)

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