Pilotos comparam companhia aérea ao “banco bom” e TAP SGPS ao “banco mau”

O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil acusou os ministro Pedro Nuno Santos e Pedro Siza Vieira de transmitirem dados incorretos ou descontextualizados sobre a empresa. “Há uma grande campanha de desinformação relativamente aos pilotos, atacando a sua dignidade”, disse Alfredo Mendonça.

O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) acusou esta sexta-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, de transmitirem publicamente dados incorretos ou descontextualizados sobre a situação da TAP nos últimos anos.

Alfredo Mendonça explicou que quando destacam que houve um aumento de 37% dos custos com os pilotos da companhia aérea não se esclarece que, nesse período, a atividade aérea subiu também. “Os pilotos não eram suficientes e tiveram de realizar trabalho extraordinário. Tiveram de trabalhar muito. Aumentou muito o número de passageiros [em 2019] e também a receita”, referiu, em conferência de imprensa.

O porta-voz dos pilotos da TAP teceu críticas ao grupo (TAP SGPS) e elogiou o trabalho da transportadora aérea (TAP SA). “Desde 1997 que não era injetado na TAP um cêntimo. A TAP sempre sobreviveu”, disse. “Estamos aqui para defender a TAP. Quando dizem que a maior parte dos problemas que têm devem-se aos pilotos estão errados”, alertou Alfredo Mendonça.

“Observámos que há uma grande campanha de desinformação relativamente aos pilotos, atacando a sua dignidade. Já nos compararam com os bancos que foram também sujeitos a reestruturação… Podemos comparar a TAP SA ao banco bom e grupo, TAP SGPS, ao banco mau”, sintetizou o presidente do SPAC aos jornalistas, pouco depois de o Governo apresentar o plano de reestruturação da empresa, que foi entregue ontem a Bruxelas.

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