Pimco dá primeiro passo para regresso dos investidores ao mercado de obrigações

A Pacific Investment Management Co (Pimco) considera que chegou a altura de começar a comprar obrigações, pois as “yields” estão em níveis que a gestora de ativos especializada no mercado de dívida classifica de atraentes, segundo a “Bloomberg”.

NEWPORT BEACH, CA., OCTOBER 1, 2014: PIMCO offices in Newport Beach where bond king Bill Gross used to work. Gross is now located in another tower down the street October 1, 2014. (^^^ / Los Angeles Times ). (Photo by Mark Boster/Los Angeles Times via Getty Images)

Segundo a “Bloomberg”, a Pimco diz que os retornos das obrigações parecem ‘atraentes’ devido à subida das yields.

A Pacific Investment Management Co (Pimco) considera que chegou a altura de começar a comprar obrigações, pois as “yields” estão em níveis que a gestora de ativos especializada no mercado de dívida classifica de atrativos, a informação da Bloomberg é trabalhada pela análise da BA&N Unit Research.

Os analistas da Pimco estimam que as obrigações de elevada qualidade vão começar a entregar retornos consistentes com as médias de longo prazo.

O mercado de emissões de obrigações de empresas tem estado praticamente fechado, segundo fonte do sector financeiro, pelo que esta posição da Pimco pode ser um sinal de mudança para o mercado de dívida privada.

“O retorno potencial no mercado de obrigações parece atrativo tendo em conta as ‘yields’ mais atrativas em todas as maturidades”, referem os analistas a Pimco, citados pela Bloomberg, salientando que os argumentos para comprar obrigações “são agora mais fortes”. Isto numa altura em que as obrigações globais registam o pior desempenho anual de sempre. A nível global as obrigações caíram no ano da inflação, vendo as taxas de juro (que mede o risco) subirem.

Os aumentos agressivos das taxas de juro por parte dos bancos centrais estimularam a pior queda dos títulos de renda fixa registada este ano, elevando as yields dos principais mercados ao maior nível em décadas.

A Pimco, que é detida pela seguradora alemã Allianz SE, vê “abundantes oportunidades para procurar aproveitar este valor crescente nos mercados obrigacionistas”.

Em sentido contrário, a Pimco vê risco de quedas adicionais no mercado de ações, pois as elevadas avaliações e as expetativas de resultados ainda não refletem o aperto da política monetária dos bancos centrais e os riscos crescentes de recessão.

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