PremiumPiornais 7 deve ficar concluído no verão de 2023

O empreendimento premium tem dez frações, com uma área mínima de 169 m2, sem contar com as áreas de estacionamento e arrecadação.

O Piornais 7, o mais recente projeto promovido pela Correia & Nobrega Construções, virado para a área premium, com uma oferta de dez frações, localizadas no Funchal, deve estar pronto para entrega no verão de 2023, diz Victor Correia, sócio-gerente da empresa, ao Económico Madeira.

“Até final do verão de 2023 estaremos com capacidade de entregar os apartamentos aos nossos clientes. Estamos a falar de áreas grandes, tipologias maioritariamente T3+1, três quartos mais zona exclusiva de escritório. Mais de metade dos apartamentos vão ter espaços exteriores além das varandas”, refere Victor Correia.

O Piornais 7 foi um projeto lançado no verão de 2021.

“Pretendemos ir de encontro a uma necessidade que nasceu com a pandemia. As pessoas tiveram que ir para casa para se confinarem. Acabaram por não ter espaço dedicado para atividade profissional ou escolar”, acrescenta o sócio-gerente da empresa.

A área mínima de apartamento são quase 169 m2, não estando contabilizadas as áreas de estacionamentos e arrecadação.

“Seis apartamentos têm zonas exteriores para além das varandas”, acrescenta Victor Correia.

O grupo empresarial nasce em 1995, com a empresa Correia Nobrega & Duarte a partir de emigrantes da Venezuela que voltaram à sua terra natal a Madeira.

O grupo começa por desenvolver projetos no Caniço.

Em 2000 é criada a Correia & Nobrega Construções.

O sócio-gerente da Correia & Nobrega Construções, Victor Correia, nasceu na Venezuela, emigrou para a Madeira, e incorporou-se na sociedade Correia & Nobrega Construções em 2001.

Em 2008 dá-se a expansão para o Funchal.

Foi construído no Funchal o Amparo 82, com 16 frações. Em 2008 iniciou-se o desenvolvimento do projeto de arquitetura e do conceito de empreendimentos que iria ser criado para a zona do Funchal. O projeto foi para o terreno em 2011.

“Arriscamos num altura em que havia pouca construção nova no Funchal. Não abundava o crédito bancário. O Amparo 82 foi um projeto ousado. Aplicamos umas soluções a nível de imagem de empreendimento, de materiais e acabamentos utilizados, que não existiam muito na Madeira. Tivemos o cuidado de ir lá fora ver o que estava a ser feito. Por exemplo no continente e Espanha. E tentamos fazer um mix daquilo que vimos. O projeto ainda hoje é referenciado como sendo atrativo e ainda é referência naquela zona”, diz Victor Correia.

O Amparo 82 no entender de Victor Correia foi o projeto que colocou a empresa no ‘mapa’ do setor, pelo menos na zona do Funchal.

Depois do Amparo 82 veio a Ajuda 1, numa parceria com a Madcon.

“Este conceito foi ainda mais inovador. Foi um empreendimento com 14 frações das quais 13 habitacionais. São duas torres. Estamos a falar de um apartamento por piso. Tem um espaço comercial. Foi um edifício único na Madeira pela zona em que estava e pelo conceito”, explica Victor Correia.

Essa obra teve início no último trimestre de 2017.

Victor Correia salienta que a qualidade do produto oferecido pela empresa “é superior à média” do mercado, pelo que se constitui como oferta premium.

Os projetos desenvolvidos pela empresa apostam na qualidade dos materiais. “Fizemos parcerias com fornecedores e fábricas que são marcas de referência em termos mundiais. Temos estado a reforçar essas parcerias e serem fornecedores preferenciais para os nossos produtos”, acrescenta o sócio-gerente.

“O nosso foco é empreendimentos mais pequenos. Tentamos reforçar muito o que é a qualidade interior dos apartamentos, e minimizando o custo do condomínio para as pessoas que estão ali a viver”, sublinha Victor Correia.

O sócio-gerente da Correia & Nobrega Construções diz que o objetivo passa por “inovar” com cada novo empreendimento, sendo que cada novo edifício é considerado como uma “evolução dos anteriores”.

Victor Correia salienta que a empresa tem alguns projetos em carteira. “Temos moradias no Caniço, estamos a explorar empreendimentos em termos de habitação coletiva. Mas ainda é prematuro para falar disso”, refere o sócio-gerente.

Preço dos materiais dispara
A Correia & Nobrega Construções enfrenta também o aumento nos preços dos materiais, a par de outras empresas do setor [ver página 2 e 3], o que tem tornado difícil calcular o custo real da obra do Piornais 7.

“Antes da guerra já se falava da inflação, que iria afetar o custo. Nós já tínhamos perto de 70% da estrutura executada da obra. O impacto [do aumento dos preços] só se repercutiu em 30% do que é a estrutura. Na parte dos custos da estrutura a subida foi na ordem dos 5% no global. Só na estrutura. Relativamente aos materiais estamos em negociação com fornecedores. Em termos de materiais a previsão é que o aumento se situe entre 12% e 15%”, diz Victor Correia.

Entre os materiais estão incluídos o ferro, betão, vidro, alumínio.

“Tentamos minimizar o impacto deste aumento dos custos no preço final dos apartamentos”, acrescenta o sócio-gerente.

Victor Correia considera que este aumento de preços pode também ser “reflexo da especulação”, acrescentando que “não acredita quando o mercado estabilizar que os preços venham a descer. Os aumentos podem vir para ficar”.

O algarismo junto a cada um dos projetos da empresa reflete o número de porta.

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