PJ faz buscas na Santa Casa da Misericórdia

Autoridades investigam violação das regras de contratação pública e favorecimento a fornecedores. Na mira do Ministério Público estão contratos por ajuste direto que beneficiavam empresas com relações ae funcionários da própria Santa Casa.

A Polícia Judiciária (PJ) está a fazer buscas na Santa Casa da Misericórdia, para investigar ajustes diretos e favorecimento a fornecedores. A notícia é avançada pelo Diário de Notícias.

O Jornal Económico apurou que as suspeitas do Ministério Público inicidem na violação das regras de contratação pública, fracionamento de contratos e favorecimento a empresas.

Na mira dos investigadores estão contratos por ajuste direto que beneficiavam empresas com relações ae funcionários da própria Santa Casa.

A procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) divulgou, entretanto, um comunicado que dá conta do inquérito, onde “investigam-se suspeitas de aquisição de bens e serviços pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com recurso a contratação por ajuste direto a empresas com relações a trabalhadores e órgãos da referida instituição, beneficiando indevidamente aquelas e estes, em detrimento das regras que presidem ao regular funcionamento do mercado”.

Em causa estão, segundo a PGDL, factos suscetíveis de integrar a prática de crime de participação económica em negócio.

Segundo o Ministério Público estão a ser feitas nove buscas domiciliárias, duas a escritórios de advogados e quatro às instalações da Santa Casa.

Além das buscas nas instalações da Santa Casa, os inspetores terão, também, estado em casa de Helena Lopes da Costa, administradora da instituição e antiga vereadora na Câmara Municipal de Lisboa.

Participam na operação dois magistrados do Ministério Público, mais de quatro dezenas de elementos da Polícia Judiciária e oito peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Tecnologia e Informação da PJ.

Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ. O processo é da 9ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, especializada em criminalidade económica e financeira. Não há, para já, confirmação de detenções.

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