Plano de reestruturação da TAP prevê que Porto perca um terço das rotas

Ao que o Jornal Económico apurou, o ministro terá informado os grupos parlamentares que a redução de rotas da companhia será da ordem dos 25%, incidindo sobretudo em rotas baseadas em Lisboa. Mas o Porto vai perder um terço das rotas atuais, passando de 15 em 2019 para cerca de dez no próximo ano, adiantou a mesma fonte.

O plano de reestruturação da TAP, ontem aprovado pelo Governo, prevê que o Porto perca cerca de um terço das rotas atuais, apurou o Jornal Económico junto de fonte parlamentar.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, está esta quarta-feira a apresentar o plano aos diferentes grupos parlamentares, em reuniões que decorrem à porta fechada. O plano será depois enviado para a Comissão Europeia.

Ao que o Jornal Económico apurou, o ministro terá informado os grupos parlamentares que a redução de rotas da companhia será da ordem dos 25%, incidindo sobretudo em rotas baseadas em Lisboa. Mas o Porto vai perder um terço das rotas atuais, passando de 15 em 2019 para cerca de dez no próximo ano, adiantou a mesma fonte.

O plano de reestruturação prevê o despedimento de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine e 750 trabalhadores de terra, a redução de 25% da massa salarial do grupo e do número de aviões que compõem a frota da companhia, divulgaram os sindicatos que os representam. Ao que o Jornal Económico apurou junto de fontes parlamentares, a redução de custos com pessoal será de 1,4 mil milhões de euros até 2025, incluindo cerca de 80 milhões por ano relativos a encargos previstos nos acordos de empresa, que serão suspensos.

De acordo com as mesmas fontes, o Governo considera que será possível reforçar as equipas da TAP ao longo dos próximos anos, à medida que a atividade da companhia aérea recuperar, mas com menores custos salariais. “Algumas das pessoas que vão sair agora poderão mesmo regressar”, disse uma das fontes ouvidas pelo JE.

A apresentação do plano de reestruturação da TAP à Comissão Europeia até quinta-feira é uma exigência da Comissão Europeia, pela concessão de um empréstimo do Estado de até 1,2 mil milhões de euros, para fazer face às dificuldades da companhia, decorrentes do impacto da pandemia de Covid-19 no setor da aviação.

Nas reuniões com os deputados, o ministro das Infraestruturas não confirmou a informação avançada este domingo pelo comentador Luís Marques Mendes, segundo a qual o Governo pretende levar o plano a votação na Assembleia da República.

Questionada pelo Jornal Económico, fonte oficial do Ministério das Infraestruturas declinou fazer quaisquer comentários antes da entrega do plano em Bruxelas.

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