PME confiantes em crescimento até 30% nos próximos três anos, conclui inquérito

A primeira edição do barómetro “Heróis PME”, elaborado pela consultora Yunit Consulting, envolveu 217 pequenas e médias empresas nacionais. Pandemia e guerra reforçou “sentimento e necessidade de apostar em parcerias de negócio.

Mais de metade das pequenas e médias empresas portuguesas (PME) estão confiantes no crescimento nos próximos três anos, apesar do contexto de guerra na Europa, inflação e retoma económica após a pandemia, concluiu um inquérito elaborado pela consultora Yunit Consulting.

Cerca de 50% dos gestores das 217 PME portuguesas inquiridas anteveem um crescimento entre 10% a 30%, nomeadamente por causa da aposta na digitalização e dos apoios comunitários, segundo a primeira edição do barómetro “Heróis PME” divulgada esta quarta-feira.

Entre os participantes neste estudo, 87,1% admitiu ter interesse em incentivos financeiros como o programa Portugal 2020/2030 ou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – bem mais do que o financiamento bancário (64,1%) ou fundos de investimento (51,2%).

“Após a leitura atenta dos resultados, é possível afirmar que as empresas estão dispostas a enfrentar os desafios que se avizinham para construir um futuro mais sustentável e digital, que a maioria saiu fortalecida no pós-pandemia e que as perspetivas de crescimento para os próximos três anos são animadoras. Por outro lado, é de salientar que saiu reforçado o sentimento e a necessidade de apostar no estabelecimento de parcerias de negócio, bem como de olhar de forma mais atenta para temas como avaliação e gestão de risco ou plano de continuidade de negócio”, comenta Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting.

O consultor ressalva ainda que a grande maioria (80%) das empresas que responderam ao inquérito fizeram-nos já depois da invasão da Rússia à Ucrânia, a 24 de fevereiro. “Isto permite-nos concluir que o sentimento de confiança partilhado pelos empresários já teve em conta o contexto atual económico e geopolítico. Este facto reforça a nossa visão sobre a grande resiliência que caracteriza as nossas pequenas e médias empresas”, afirma Bernardo Maciel.

O barómetro revela ainda que, para 69,6% dos empresários, a sustentabilidade tornou-se num tópico mais importante dentro da organização por causa da Covid-19, tendo a relevância da avaliação e gestão de risco aumentado em 26,8% face ao período pré-pandemia.

Sem surpresas, o mesmo aconteceu com a transformação digital: 50,7% dos gestores disse que a pandemia acelerou este processo e 62,7% reconheceu que a adoção de uma estratégia de digitalização tem influência na vantagem competitiva da sua empresa.

“Entre os principais fatores que contribuíram para enfrentar os desafios de mercado atuais, 95,8% dos gestores salientam a capacidade de adaptação e empenho dos colaboradores. concordando também que a sua empresa saiu fortalecida no contexto pandémico (69,7%)”, lê-se ainda no relatório.

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.

Luso-alemã Annea recebe um milhão para contratar e investir no hidrogénio verde

A empresa de Hamburgo criou um software de manutenção preditiva que analisa o estado de saúde de parques solares e torres eólicas para impedir que falhem mesmo ou tenham um desempenho inferior ao normal.

Grupo Pestana encerrou 2021 com lucros de 23 milhões de euros

Grupo hoteleiro contrariou assim os prejuízos de 32 milhões de euros verificados no ano anterior.
Comentários