PME descobrem novos mercados com exigências redobradas

A fundação AIP e a AERLIS aproveitaram este cenário de partilha de experiências de internacionalização para celebrar um protocolo que reforça a cooperação no apoio às PME.

A 11ª edição do Portugal Exportador, com organização da fundação AIP, do Novo Banco e da Aicep Portugal Global cativou mais de 1500 visitantes, gerou 21 workshops, 35 cafés temáticos e reuniu oito espaços de consultoria internacional de países como Argélia, Chile e Moçambique. Atraiu também 17 câmaras de comércio e indústria bilateral, oito associações empresariais e 37 embaixadas acreditadas em Portugal. A informação é da organização, que realçou o cumprimento dos objetivos de informação às empresas que pretendiam conhecer “todos os passos necessários para a internacionalização”.

O evento foi aproveitado pela fundação AIP e pela AERLIS – Associação Empresarial da Região de Lisboa para a concretização de um protocolo de colaboração. O objetivo é o estabelecimento de uma “cooperação de modo a potenciarem, por via de iniciativas e ações conjuntas, o acesso aos mercados no quadro da internacionalização das empresas portuguesas, em particular as PME”.

Refere ainda a nota sobre este protocolo que o entendimento “permitirá alargar o espaço de iniciativas e ações, em particular feiras, congressos, missões empresariais e outras iniciativas orientadas para a internacionalização”. Recorde-se que a AERLIS intervém em 16 concelhos do distrito de Lisboa.

O protocolo – refere-se no mesmo documento citado pela fundação AEP “vai permitir conceber e realizar projetos que poderão assumir várias formas de intervenção como assistência técnica, organização de eventos, estudos prospetivos, e toda a parte logística que está envolvida na realização de um projeto”.

Os vários eventos que decorreram no Portugal Exportador focaram-se nos aspetos técnicos que permitem às empresas exportar, mas também, no tema da internacionalização empresarial, assumindo que este é um desiderato das empresas de maior sucesso e que não conseguem crescer a partir do mercado luso. O envolvimento de câmaras de comércio e indústria significa que a mensagem relativa aos modelos de exportação e aos mercados mais apelativos, chegou à economia real.

Jorge Rocha de Matos, presidente da fundação AIP, salientou que o Portugal Exportador 2016 permitiu dar uma nova perspetiva às Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, que são a maior parte do tecido empresarial do país, procurando mercados de oportunidade como novos países ainda não suficientemente conhecidos da América Latina e do norte de África. Todos estes mercados comportam, no entanto, grandes exigências de conhecimento dos contextos económico, social e político; têm custos de oportunidade elevados e exigem ofertas com tecnologia de ponta e tudo o que se relaciona com a indústria 4.0, a par dos modelos de negócio baseados na internet que foram abordadas nas conferências temáticas.

A cooperação estratégica a envolver empresas, universidades e centros tecnológicos foi mais um dos temas de referência no evento.

 

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