Pode a subcontratação aplicar-se a atividades críticas para o negócio?

O outsourcing de atividades recorrentes que não fazem parte da essência do negócio ou que não resultam em diferenciação para o cliente é uma aposta normal para os gestores.

Permite reduzir custos fixos, especialmente em atividades que não têm escala para ser eficientes dentro da empresa. Por outro lado, foca os recursos nos processos críticos para o sucesso da empresa. Finalmente, quando associada à definição e monitorização de níveis de serviço e de penalidades por incumprimento, o risco para as operações é controlado.

O recurso a prestadores especializados permite aproveitar os custos inferiores de quem tem uma escala de operações adequada. Adicionalmente, a concorrência entre fornecedores fomenta o investimento em inovação e na melhoria da experiência do cliente. Daqui resulta uma relação qualidade/preço superior ao que seria normalmente possível com uma equipa interna.
Já no que se refere a atividades essenciais a subcontratação é menos frequente. Afinal de contas, para muitos gestores, ninguém conhece o negócio como eles. O problema é que a inovação, a gestão da mudança e a revisão de modelos de negócio não são uma atividade recorrente para a generalidade das empresas. E esta situação complica-se perante os processos acelerados de mudança do mundo atual.

A revolução digital em curso significa que já não é suficiente saber como usar tecnologia para melhorar ou proteger o negócio atual. É necessário avaliar de que forma é que o próprio modelo de negócio deve ser redesenhado à luz do digital, desde a relação com clientes aos processos internos. Por outro lado, a transformação digital em curso leva à convergência entre setores, criando novos concorrentes com vantagens competitivas difíceis de igualar.

Gerir um negócio maduro não é o mesmo que gerir processos de inovação, de mudança ou de transformação. Quando é necessário desenvolver atividades críticas para o sucesso do negócio que não são recorrentes, em que é importante desafiar a forma como se faz ou aceder a boas práticas de outros setores, o melhor será mesmo recorrer a quem faz dessas atividades o seu negócio principal. E quanto melhor o consultor demonstrar que já o fez com sucesso noutros clientes, maior o potencial retorno do investimento exigido.

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