Pode Trump prejudicar os ganhos do jogo em Macau?

As incertezas em torno de uma nova administração nos EUA foram um dos fatores que contribuíram para a projeção conservadora das receitas dos casinos de Macau para 2017, afirmou o regulador do setor do jogo.

Em entrevista à Bloomberg, o diretor dos Serviços de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ), Paulo Martins Chan, disse que a projeção do Governo de crescimento zero das receitas de jogo para o próximo ano foi “apenas cautelosa” por causa do abrandamento da economia chinesa, da depreciação da moeda chinesa e das incertezas em torno de uma nova administração dos Estados Unidos.

Macau cobra 35% de impostos diretos sobre as receitas dos casinos e 4% em indiretos, pelo que — com base na estimativa do que irá arrecadar em impostos — prevê, no Orçamento para 2017, que as receitas do jogo sejam de 200.000 milhões de patacas (23.340 milhões de euros), menos 13% relativamente às estimativas de cinco analistas consultados pela Bloomberg.

Trata-se de uma projeção sensivelmente idêntica à apresentada para o corrente ano, que se revelou conservadora, dado que esse valor foi já superado nos primeiros 11 meses do ano (203.395 milhões de patacas ou 24.002 milhões de euros).

“As receitas de jogo devem ter uma evolução estável no próximo ano e, espera-se, ascendente”, afirmou o diretor da DICJ, sublinhando que “Macau começou a ver um crescimento saudável e sustentável”.

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