Politécnico de Viana do Castelo cria centro de investigação de 6,5 milhões para economia azul

Projeto para a construção do edifício aguarda financiamento do PT2030. Objetivo é que seja construído no próximo ano e entre em funcionamento em 2024.

Nascerá junto à praia do Norte com rumo bem definido: fomentar a investigação na área da economia azul. O Centro de Investigação e Desenvolvimento, projeto que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) tem na calha, está direcionado para o desenvolvimento de projetos e testes no âmbito das energias renováveis oceânicas, robótica submarina e tecnologia alimentar direcionada para os recursos marinhos.

Carlos Rodrigues, presidente do IPVC, revela ao JE Universidades que o custo total estimado do investimento é de 6,5 milhões de euros. Neste momento, não está assegurado, mas tem a expectativa de que possa vir a ser obtido através do PT 2030. “Se tudo correr como planeado, o Centro de Investigação e Desenvolvimento será construído até final de 2023”, adianta, acrescentando, que se estima que o edifício possa entrar em funcionamento em 2024.

O Politécnico de Viana do Castelo desenvolve investigação na área da economia azul, ou economia do mar, como também é designada, mas a nova infraestrutura permitirá “robustecê-la”. Também contribuirá para impulsionar a outra face da moeda, o ensino.

O IPVC está “cada vez mais alinhado com as novas metodologias de ensino”, diz Carlos Rodrigues, pelo que a existência do Centro pressupõe o envolvimento dos estudantes em atividades que extravasam os limites da sala de aula. “É nossa intenção que estes sejam envolvidos direta ou indiretamente nos diversos contextos. Ou seja, na participação de projetos de investigação, no desenvolvimento de tarefas específicas, entre outras”, salienta.

O projeto do Centro de Investigação e Desenvolvimento é da autoria da empresa Vítor Hugo – Coordenação e Gestão de Projetos. Valoriza soluções que “privilegiam a flexibilidade e durabilidade do edifício”, assinala Carlos Rodrigues. Dentro destas, refere, por exemplo, a certificação de qualidade ambiental dos materiais aplicados e a utilização e incorporação de materiais reciclados na construção.

‘Noblesse oblige’, o edifício estará dotado de soluções solares térmicas para produção de águas quentes sanitárias e de soluções fotovoltaicas para produção de energia elétrica, que permitirão reduzir as emissões de CO2. Complementarmente, serão adotadas soluções de reforço da eficiência hídrica do edifício, com reutilização das águas pluviais das coberturas.

Pretende-se que o Centro de Investigação e Desenvolvimento seja um veículo de colaboração entre instituições de ciência, tecnologia e ensino e o tecido económico e social, numa área chave — o mar.

De referir que a estratégia de I&D+i do politécnico faz da “implementação de atividades que dinamizem a integração de conhecimento científico e tecnológico e a sua transferência para a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento sustentável”, um dos seus pilares. Numa primeira instância, o desenvolvimento da região, onde se insere, e, por consequência natural, do país.

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