Polónia pede 1,3 biliões à Alemanha para cobrir reparações de guerra pela ocupação Nazi

A notícia surge na sequência da publicação de um relatório sobre os custos que a ocupação Nazi alemã teve na Polónia, preparado pelo partido governante ‘Lei e Justiça’, no dia que marca o 83º aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.

O governo polaco estimou que o custo financeiro da invasão daquele país pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial seja de 1,3 biliões de euros, e procura que o país invasor “negoceie estas reparações”.

A notícia surge na sequência da publicação de um relatório sobre os custos que a ocupação Nazi alemã teve na Polónia, preparado pelo partido governante ‘Lei e Justiça’ (PiS na sigla original polaca).

A apresentação do relatório, realizada esta quinta-feira, dia 1 de setembro, coincide com o 83º aniversário do início da Segunda Grande Guerra, conflito que reclamou a vida de 5,2 milhões de cidadãos polacos.

Desde que entrou no poder em 2015, o partido polaco PiS tem defendido frequentemente a questão das reparações de guerra. Em 2017, iniciou-se o trabalho para este relatório de reparações, altura em que o governo conservador insistiu que a Alemanha tinha um “dever moral” na matéria.

A resposta da Alemanha não tardou: o funcionário do governo para a cooperação germano-polaca, Dietmar Nietan, disse, citado pelo ‘France 24’, que o dia 1 de setembro “continua a ser um dia de culpa e vergonha para a Alemanha, que nos lembra repetidamente de não esquecer os crimes por ela cometidos” que são o “capítulo mais negro da nossa história”.

Apesar destas palavras, a Alemanha já tinha indeferido anteriormente as reivindicações da Polónia, apontando para uma decisão de 1953 dos então líderes comunistas polacos em renunciar a pedidos de reparação contra a Alemanha Oriental.

No entanto, o governo polaco não aceita esta justificação, alegando que a decisão foi tomada sob pressão da União Soviética.

“A Alemanha nunca prestou realmente contas pelos seus crimes contra a Polónia”, afirmou o líder do PiS, Jaroslaw Kaczynski, citado no ‘France 24’. Kaczynski insiste que esta medida levaria a uma “verdadeira reconciliação polaco-alemã”.

Já o diretor da equipa do relatório, o legislador Arkadiusz Mularczyk, disse ser impossível atribuir um valor financeiro à perda de cerca de 5,2 milhões de vidas, enumerando as perdas nas infraestruturas, indústria, agricultura, cultura, e as deportações para a Alemanha por trabalhos forçados e esforços para transformar as crianças polacas em alemãs.

O presidente da Polónia, Andrzej Duda, afirmou, durante as observações matinais na península de Westerplatte (um dos primeiros lugares a ser atacado pelos nazis), que a guerra foi “uma das tragédias mais terríveis da nossa história, não só porque nos tirou a liberdade, não só porque nos tirou o nosso Estado, mas também porque significou milhões de vítimas entre os cidadãos da Polónia e perdas irreparáveis para a nossa pátria e para a nossa nação”.

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