Populismo e utopia no século XXI: Tratado sobre a falência do global

O mais recente livro de Jaime Nogueira Pinto, licenciado em Direito e doutorado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, versa sobre os temas do populismo e da utopia.

Não de qualquer populismo e de qualquer utopia – que acompanhou sempre o crescimento do pensamento do homem – mas aquele que marcou o ano de 2016, aquele em que, inesperadamente, se deu o Brexit e a eleição de Donald Trump. Jaime Nogueira Pinto descreve a crise profunda que afeta o mundo globalizado e analisa as razões da crescente rebelião dos povos contra a elite internacional no poder.

Numa obra volumosa, o pensador português tenta assim extrair as bissetrizes do pensamento político do Homem – numa altura em que a propagandeada difusão da felicidade e do trabalho por via da globalização não é mais que um escombro de um mundo a duas velocidades.

Mas a obra não se cinge à época da globalização: Nogueira Pinto vai bem mais atrás porque, considera, é aí que se encontra a raiz daquilo em que degenerou essa espécie de utopia que, talvez por não passar disso mesmo, descarrilou em relação ao edifício ideológico em que havia sido sustentada.

É “uma visão integrada, profunda e fundamentada da utopia global anunciada e dos acontecimentos, aparentemente desconexos, que têm vindo a perturba-la e a agitar a Europa, os Estados Unidos e o mundo”, diz a editora, a D. Quixote. Tal como todos os outros livros do autor, ‘Bárbaros e Iluminados’ é também uma espécie de manual de pensamento político que não pode passar ao lado de quem quiser estar apto a discutir um tema que, por demasiado vasto e demasiado sujeito a percalços improváveis, escapou à compreensão dos mais desatentos e também dos nem assim tão desatentos.

Ao longo de mais de 400 páginas, Jaime Nogueira Pinto, que contou com a colaboração de Inês Pinto Basto, começa o livro pelo dia 7 de maio de 2017, em Paris. Mas, no segundo parágrafo, já está no dia 24 de agosto de 1572, a noite de São Bartolomeu. De algum modo, isso vai marcar toda a obra, ao longo da qual o autor não pretende ficar, e não fica, pela espuma dos dias, que são muitos. E complicados.

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