Porto de Lisboa. Custos e instabilidade afastam rota de sucesso?

Considerando que estão a ser dados sinais no sentido oposto ao do interesse da economia geral e em particular do interesse das empresas, desta vez, é a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel que vem a público frisar a sua preocupação com os mais recentes desenvolvimentos no Porto de Lisboa


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Os principais players, de diferentes ângulos de atuação, do universo portuário da capital, têm vindo a manifestar as suas preocupações e para a AFIA, o desenvolvimento da situação no Porto de Lisboa vem “servir como alerta para a falta de sensibilidade ainda existente nalguns meios quanto ao impacto negativo sobre o tecido económico, resultante de situações de instabilidade e de incertezas sobre o normal funcionamento das instituições”.

Sendo o setor automóvel identificado como um dos mais competitivos e com uma forte concorrência a nível global, a capacidade instalada é consideravelmente superior à procura, o que provoca um ambiente de negócio de grande competição, naturalmente extensivo ao setor de fabricação de componentes.

Com esta caracterização como pano de fundo, para a AFIA, é “imperioso” que todos os fatores de custo com reflexo direto na competitividade das empresas sejam mantidos debaixo de controlo rigoroso. E um desses fatores é o custo logístico, particularmente sensível no caso de Portugal devido à sua localização periférica em relação à União Europeia, seu principal mercado. Considerando que o setor importa cerca de 66% dos materiais que incorpora e que exporta cerca de 83% da sua produção, a relevância dos custos logísticos na sua competitividade é evidente.

Assim, para a AFIA, são necessárias soluções sofisticadas e inovadoras para maior competitividade, como as Plataformas Logísticas Multimodal (navio, comboio, avião), bem como apostar na criação de alternativas eficazes e na diminuição de todos os custos logísticos, visando aumentar a competitividade e promover o crescimento das exportações.

Quanto à evolução da situação no Porto de Lisboa, envolta num clima de instabilidade marcado pela greve de estivadores, agendada até 21 de janeiro, e que está na origem da saída de dois dos maiores armadores mundiais, os dinamarqueses da Maersk, e os alemães da Hapag-Lloyd, sofre agora novo agravamento com a empresa de trabalho a dar nota de que não tem liquidez para os salários deste mês.

Em comunicado, a Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) e a Associação Marítima e Portuária (AOP) apontam o dedo ao sindicato dos estivadores, acusando-o de “chantagem sofisticada sobre as empresas” e de estrangulamento da própria empresa de trabalho portuário da estrutura. “O impacto desta destemperada e incompreensível ação sindical no tecido económico da grande Lisboa e, em particular, no desempenho das empresas concessionárias do porto da capital é verdadeiramente desastroso”, sublinham as representantes dos operadores portuários do porto de Lisboa.

 

Por Sónia Bexiga/OJE

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