Portos de Itália fechados a navio com 300 migrantes

Os portos de Itália estão fechados para os mais de 300 migrantes resgatados do mar Mediterrâneo pela organização não-governamental Proactiva Open Arms, afirmou hoje o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, depois de Malta ter recusado acolhê-los.

“A minha resposta é clara: os portos italianos estão fechados!”, escreveu no Twitter o ministro, líder do partido nacionalista Liga.

https://twitter.com/matteosalvinimi/status/1076433233951293440

Salvini precisou que o pedido de desembarque feito pela ONG foi entregue depois de Malta ter recusado receber os 300 homens, mulheres e crianças a bordo.

A Open Arms resgatou 313 pessoas do mar na sexta-feira à noite ao largo da Líbia.

Dois deles, uma mulher e o seu bebé recém-nascido, foram retirados do navio por um helicóptero da guarda-costeira de Malta para receberem assistência médica.

“Estamos com 311 pessoas a bordo, sem porto onde aportar e a necessitar de provisões”, escreveu a ONG também no Twitter.

A Open Arms colocou um vídeo na rede social para mostrar que os migrantes foram socorridos para os salvar “de uma morte certa no mar”: “Se pudessem sentir o frio, seria mais fácil compreenderem a urgência. Nenhum porto onde desembarcar e a recusa em nos dar alimentos. Isto não é Natal”.

Uma outra ONG, a Sea Watch, anunciou ter socorrido 33 migrantes do mar e lançou um apelo para os desembarcar num porto.

Recomendadas

Josep Borrell pressiona Israel sobre os palestinianos

O primeiro-ministro israelita Yair Lapid e o chefe de política externa da União desentenderam da reunião do Conselho da União Europeia-Israel, em Bruxelas. Pontos de vista diferentes sobre a Palestina e sobre o Irão ficaram bem evidentes.

Bulgária: eleições longe de resolverem crise política

Acusado de corrupção, o GERB voltou a ganhar as eleições e arrisca manter o país ingovernável. A única forma de ultrapassar o impasse seria um governo de coligação entre os dois maiores partidos, mas isso não parece estar no horizonte.

Indonésia. Polícia sob pressão pelo uso indiscriminado de gás lacrimogéneo

Os desacatos num estádio de futebol resultaram em 125 mortos, 17 dos quais crianças, de acordo com as autoridades. A atuação da polícia gerou o caos e vai contra as indicações da FIFA.
Comentários