Portugal conta com 1.189.750 vacinas da Pfizer até março

Marta Temido revela ser vontade do Governo assegurar a eficácia e segurança da vacina. Em audição, a governante aponta ainda que estão “com grande espectativa sobre a vacina da Moderna e o processo da vacina da Astrazeneca”.

António Cotrim / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido apontou que Portugal receberá até março 1.189.750 vacinas da Pfizer até março, esta sexta-feira, 18 de dezembro, durante audição na Assembleia da República.

Quanto à distribuição da vacina, Marta Temido frisou que “o que sabemos neste momento tem a ver com as quantidades das companhias da Pfizer e aponta para 9.750 vacinas ainda este ano, certa de 300 mil em janeiro, cerca de 400 mil em fevereiro e cerca de 480 mil em março, esta é a informação que temos neste momento”

“Independentemente disto, naturalmente como sabem há mais quatro vacinas do portfólio ao qual a comissão aderiu e portanto estamos com grande espectativa sobre a vacina da Moderna e o processo da vacina da Astrazeneca”, destacou a ministra da Saúde.

Marta Temido partilhou também alguns aspetos importantes para o Governo sobre a vacina. “Reportamos como essencial e que respeitamos é o de que o parecer do comité de medicamentos de uso humano seja embutido e que assevere aquilo que temos todos a expectativa de que seja assegurado: a segurança, a eficácia”, salientou.

Outro pormenor em destaque está relacionado com a “utilização da introdução no mercado, a autorização condicional”, afirmou a governante lembrando que “a chegada deste primeiro lote de vacina da Pfizer está previsto, de acordo com as orientações e indicações, para o dia 26 de dezembro. Aquilo que o país está preparado para fazer é estar a vacinar no dia 27 de dezembro”.

Marta Temido referiu que os dias para a vacinação seriam de 27 a 29 de dezembro, conforme já tinha sido anunciado, e explicou o simbolismo destas datas. “Há em tudo isto um aspeto de também de carga simbólica, esta pandemia tem sido terrível e a capacidade da União Europeia ter solidariedade entre os vários países, não só no processo de negociação, no processo de apoio ao desenvolvimento destas vacinas, mas também o próprio processo de administração é de facto um sinal de capacidade dos vários países de trabalharem em conjunto e em saúde pública e sobretudo em ameaças de saúde global, isso é fundamental”, garantiu.

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