Portugal é o nono país da UE onde menos estudantes também trabalham

Os dados do Eurostat dão conta de que 23% dos estudantes europeus também têm um emprego. Em contraste, por cá essa fatia é significativamente inferior. Portugal está longe do país que ocupa o topo da tabela: a Holanda, com quase 70% dos jovens que estudam também a trabalhar.

Um em cada dez jovens que estudam em Portugal tem também um emprego, revela esta segunda-feira o Eurostat. No conjunto da União Europeia (UE), a fatia de estudantes que trabalham é significativamente superior à registada por cá, havendo variações notórias entre os Estados-membros, em função das características dos mercados laborais, mas também dos sistemas de educação e até dos contextos culturais, destaca o gabinete de estatísticas.

“Dar uma boa educação aos jovens é um objetivo importante. Afinal de contas, eles determinam o futuro. A rapidez da transição entre a educação e o mercado de trabalho varia consideravelmente entre os Estados-membros da UE. Nalguns países, os jovens começam a trabalhar, por exemplo, a meio-tempo ou nos fins de semana, enquanto estão a estudar”, é sublinhado na nota divulgada esta manhã.

No conjunto do bloco comunitário, cerca de 23% dos jovens (dos 15 aos 29 anos) que estudam também têm um emprego e 3% estão à procura de um trabalho, isto é, uma vez que estão disponíveis para preencher uma vaga, são considerados desempregados. Por outro lado, a maioria dos estudantes da União Europeia (73%) está fora do mercado laboral: nem estão empregados, nem desempregados.

Já em Portugal, a fatia de estudantes que também trabalham é menos de metade do que a média comunitária. Assim, por cá, 10,3% dos jovens que estudam também têm um emprego, sendo Portugal o nono país da UE com menos indivíduos nessa situação (em percentagem).

Os dados do Eurostat deixam perceber também que há menos estudantes desempregados em território português do que na média da UE: 2,9% contra os 3,3% do bloco comunitário. Tal não significa necessariamente que haja mais oportunidades para estes indivíduos por cá, mas, antes, pode ser influenciado pela disponibilidade dos jovens para o trabalho. É que em Portugal quase 87% dos estudantes estão fora do mercado de trabalho (ou seja, nem têm um emprego, nem estão disponíveis para tal), 13,5 pontos percentuais acima da média comunitária.

Em contraste com os números portugueses, entre os vários Estados-membros, é na Holanda que se encontra a maior fatia de estudantes que também têm um emprego: quase 70%. Seguem-se a Dinamarca (49%) e a Alemanha (42%). E do outro lado do espectro, está a Roménia, onde 2% dos estudantes também trabalham, a Eslováquia (4%), a Hungria e a Bulgária (ambos com 5%).

Quantos aos estudantes desempregados, é a Suécia que regista a maior fatia (14%), seguindo-se a Finlândia (9%) e a Holanda (7%). “Por outro lado, menos de 1% dos estudantes estavam desempregados na República Checa, Roménia, Hungria e Croácia”, realça o Eurostat.

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