Portugal é o terceiro maior destino da exportação da fileira do calçado do Brasil (com áudio)

Portugal importou o equivalente a 31,56 milhões de dólares (31,6 milhões de euros). O número é 52% superior ao registado no período correspondente de 2021. Os dados chegaram da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).

Os dados foram elaborados pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e revelam que as exportações do sector de componentes geraram 253 milhões de dólares (253,5 milhões de euros) no período entre janeiro e julho deste ano. Este valor é 20% superior em relação ao período homólogo de 2021. Comparativamente a 2019 e 2020, os números apontam para um crescimento de 18% e 37%, respetivamente, o que demonstra uma plena recuperação das perdas provocadas pela pandemia de Covid-19.

Segundo os mesmos dados, o principal destino dos componentes brasileiros deste ano foi a Argentina, para onde foram enviados o equivalente a 56,3 milhões de dólares, 51% mais do que no mesmo período de 2021. O segundo destino foi a China, com 53,76 milhões de dólares, registando um aumento de 1%.

No terceiro lugar aparece Portugal, que importou o equivalente a 31,56 milhões de dólares. O número é 52% superior ao registado no período correspondente de 2021.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior refere em comunicado “que estes dados mostram claramente um aquecimento na procura global de calçado, o que reflete no maior volume de compras de materiais dos países produtores”.

“Também existe uma influência do aumento dos fretes e das dificuldades de abastecimento de materiais provenientes da Ásia, o que faz com que países próximos geograficamente comprem mais no Brasil, já que temos o maior parque produtivo do Ocidente”, acrescenta.

O maior exportador do Brasil, no sector de componentes para couro, é Rio Grande do Sul. Entre janeiro e julho, saíram das fábricas gaúchas o equivalente a 137 milhões de dólares, 11% mais do que no mesmo intervalo do ano passado. Em segundo lugar surge São Paulo com vendas registadas nos primeiros sete meses do ano de 27,76 milhões de dólares, 34% mais do que no mesmo período de 2021. Finalmente, na terceira e quarta posições entre os exportadores do sector, aparecem a Bahia (22,2 milhões de dólares, + 58%) e o Ceará (16 milhões de dólares, + 53%).

No que concerne aos materiais mais vendidos, destaque para os produtos químicos destinados aos tratamentos de peles, que gerou 114,6 milhões de dólares, 10% mais do que no mesmo período do ano passado. Em segundo aparecem as peles com vendas de 70,55 milhões de dólares, um aumento de 22% em relação a 2021. As solas atingiram os 17 milhões de dólares (56%) e as peles sintéticas aumentaram 27% com vendas registadas de 10,47 milhões de dólares.

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