Portugal é um destino turístico “sustentável”, segundo a OCDE

Portugal é um dos países convidados pela OCDE para apresentar a sua estratégia para o turismo, baseada no seu posicionamento como “um destino sustentável”.

Portugal é um dos países convidados pela OCDE para apresentar, esta segunda-feira, em Paris, a sua estratégia para o turismo, baseada no seu posicionamento como “um destino sustentável”, de acordo com a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Na reunião de alto nível sobre políticas de turismo para um crescimento sustentável e inclusivo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Ana Mendes Godinho vai apresentar o “modelo português”, ao lado de representantes do Japão, Nova Zelândia e Alemanha.

“Portugal o que quer é dar visibilidade ao que se está a passar em Portugal porque isto também é uma forma de promover o país como um destino sustentável. Esta credibilidade que nos é dada pelas organizações internacionais reforça o prestígio e a promoção de Portugal como um destino sustentável que é a nossa linha de posicionamento do país”, afirmou a governante à Lusa.

A secretária de Estado do Turismo sublinhou que “Portugal foi escolhido para apresentar o modelo português de como o turismo está a desempenhar um papel importante no desenvolvimento económico” e também “como um exemplo de um país que tem uma estratégia integrada de desenvolvimento turístico”.

“Desde logo, o que penso que Portugal conseguiu mostrar é que há outros caminhos além da austeridade, que o turismo pode ser um instrumento mobilizador das pessoas, mas também pode ser um instrumento para a promoção dos produtos portugueses”, resumiu.

Ana Mendes Godinho vai apresentar um “projeto piloto” que é o programa de apoio à sustentabilidade turística, anunciado na semana passada, e que prevê a abertura de uma linha de financiamento de 10 milhões de euros para novos projetos de turismo sustentável.

“Este programa o que pretende é envolver a sociedade civil para adotar programas que implementem soluções quer a nível da mobilidade, quer a nível da segurança, quer a nível da limpeza, quer a nível da gestão dos espaços, quer a nível da inovação social (…). É um convite a que associações tenham esta iniciativa de pensar em projetos inovadores que sejam mobilizadores da própria comunidade local e residentes”, explicou.

A governante destacou que Portugal não quer “um turismo de massas”, antes quer afirmar-se como “um destino sustentável” e “um destino de qualidade e autêntico”, algo que definiu como “uma mensagem-chave quanto à promoção de Portugal”.

Ana Mendes Godinho, que esta tarde participa num painel intitulado “Favorecer uma abordagem governamental integrada sobre o turismo”, acrescentou que vai apresentar “a capacidade de diálogo entre setor público e privado na construção de uma estratégia a dez anos que permita aos investidores, trabalhadores e empresas que tenham um quadro estável, seguro e que lhes dê confiança para o futuro”.

Estamos “aqui para apresentar esta estratégia a dez anos que tem, pela primeira vez, objetivos e metas de sustentabilidade não apenas económicas mas também sociais e ambientais, precisamente, como um ‘case study’ [estudo de caso] de como o turismo pode ser um instrumento mobilizador não só da vertente económica mas também em termos de criação de emprego”, afirmou, revelando que “o emprego no turismo está a crescer este ano cerca de 16%”.

A conferência sobre políticas de turismo para um crescimento sustentável e inclusivo é presidida por Elena Kountoura, ministra do Turismo da Grécia, por ocasião da 100.ª sessão do Comité do Turismo da OCDE.

A reunião de alto nível da OCDE, que decorre até terça-feira, junta ministros, responsáveis políticos de alto nível e líderes empresariais para analisar formas de alcançar um crescimento turístico mais sustentável e inclusivo e apoiar a agenda política futura dos países membros e parceiros da OCDE.

De acordo com o programa da OCDE, esta terça-feira, a reunião vai contar com outros painéis com oradores portugueses, nomeadamente Luís Fonseca de Almeida, diretor regional da Organização da Aviação Civil Internacional, e Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão do Conhecimento do Turismo de Portugal.

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