Portugal é um dos países europeus que menos deu proteção temporária a refugiados ucranianos em junho

Portugal concedeu 1.930 estatutos de proteção temporária a refugiados ucranianos em junho, um dos valores mais baixos entre os Estados-membros da UE para os quais há dados disponíveis.

Portugal está entre os países da União Europeia (UE) que menos estatutos de proteção temporário concederam a refugiados ucranianos em junho, revela o destaque publicado esta sexta-feira pelo Eurostat. Por cá, foram atribuídos 1.930 proteções temporárias, menos 46% do que no mês anterior, sendo que em todos os Estados-membros para os quais há dados disponíveis o último mês do primeiro semestre foi sinónimo de uma redução do número de estatutos deste tipo concedidos.

“Em junho de 2022, entre os Estados-membros da UE para os quais há dados, a Polónia atribuiu o número mais elevado de estatutos de proteção temporária a ucranianos que fugiram da Ucrânia (60.125) face à invasão russa. Seguiram-se a Roménia (10.360), Irlanda (6.985) e Bulgária (6.920)”, adianta o gabinete de estatísticas.

Em contraste, foi Malta o Estado que menos estatutos de proteção temporária concedeu em junho (190), seguindo-se o Luxemburgo (460), a Eslovénia (480) e, logo depois, Portugal (1.930).

De notar que, com exceção de março, Portugal tem estado sempre nos últimos lugares dessa tabela. Por exemplo, em maio, foram atribuídos por cá 3.560 estatutos de proteção temporária a refugiados ucranianos, sendo este o quinto número mais baixo entre os Estados-membros para os quais há dados disponíveis. Março, com 23.930 proteção temporária atribuídas, foi a exceção, tendo Portugal ficado, nessa altura, a meio da tabela.

De resto, o Eurostat dá conta esta sexta-feira de que, face a maio, o número de ucranianos que receberam o estatuto em causa recuou em todos os Estados-membros para os quais há dados. “As quebras mais acentuadas foram observadas na Polónia (-36.960 pessoas), seguindo-se a Lituânia (-13.405), a Bulgária (-12.945) e a Roménia (-10.075).

De acordo com o gabinete de estatísticas, a Polónia tem agora 1,2 milhões de refugiados ucranianos sob proteção temporária, seguindo-se a Bulgária (11.810), França (64.970), Lituânia (48.960), Bélgica (47.945) e Roménia (43.550).

Ora, na globalidade da UE, em comparação a população de cada Estado-membro, o rácio de estatutos de proteção temporária concedidos por cada mil habitantes é baixo, salienta o Eurostat. O rácio mais elevado verifica-se na Polónia (1,6). Já em Portugal, em junho, esse rácio ficou abaixo de um.

O gabinete de estatística destaca, além disso, que no conjunto da UE mais de 70% dos estatutos concedidos foram a crianças menores de 14 anos e, entre os adultos, a maioria das proteções temporárias foram para mulheres. Conforme escreveu o Jornal Económico, tal tem levado a que a integração no mercado de trabalho destes refugiados seja desafiante, sendo o número de vagas ocupadas inferior ao número de oportunidades disponibilizadas pelos empregadores nacionais.

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