Portugal nunca reduziu défice em períodos expansionistas, diz estudo

Portugal, a Grécia e a Irlanda não reduziram o seu rácio do défice sobre o PIB nos períodos de expansão económica e, em alturas de contração, as correções orçamentais “tornaram-se mais dispendiosas” e assentaram sobretudo na receita. A conclusão faz parte de um documento de trabalho intitulado “Ajustamentos orçamentais nos países sob stress da área […]


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Portugal, a Grécia e a Irlanda não reduziram o seu rácio do défice sobre o PIB nos períodos de expansão económica e, em alturas de contração, as correções orçamentais “tornaram-se mais dispendiosas” e assentaram sobretudo na receita.

A conclusão faz parte de um documento de trabalho intitulado “Ajustamentos orçamentais nos países sob stress da área do euro”, publicado pelo Banco Central Europeu (BCE) mas que não representa necessariamente a posição da instituição liderada por Mario Draghi.

O estudo analisa o ajustamento orçamental de Portugal, da Grécia, da Irlanda e de Espanha ao longo dos últimos 50 anos e conclui que “os limites do défice orçamental foram mais elevados na Grécia e em Portugal, sobretudo depois de 1999, e que o ajustamento orçamental nos tempos bons foi muito diferente dos que ocorreram em tempos maus”.

Além disso, os resultados revelam que “só em Espanha é que os défices foram reduzidos nos períodos expansionistas”, uma vez que, considerando os efeitos do ciclo económico, “o rácio do défice sobre o PIB [Produto Interno Bruto] não foi reduzido na Grécia, na Irlanda e em Portugal com a melhoria da atividade económica”.

Consequentemente – acrescentam os autores do relatório – “durante os períodos contracionistas, as correções orçamentais tornaram-se mais dispendiosas e os ajustamentos fiscais tornaram-se uma prioridade na tentativa de restaurar a disciplina orçamental”.

Os economistas deixam ainda um aviso: “os mercados financeiros podem não tolerar grandes dívidas e défices e correções orçamentais lentas” e podem “exigir prémios de juro dos títulos de dívida pública, tornando mais problemático o financiamento de nova dívida”.

OJE

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