Portugal pode acolher mil estudantes sírios, mas falta dinheiro

Emocionado. Foi desta forma que Jorge Sampaio, ex-Presidente da República e presidente da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, se dirigiu à vasta plateia do mais recente encontro do International Club of Portugal – ICPT, e que tinha matriz solidária.


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A Plataforma Global de apoio aos estudantes sírios começou com 45 membros, alargou para a centena e no atual ano letivo está nos 150 estudantes. Jorge Sampaio diz que as instituições públicas e privadas de ensino em Portugal têm capacidade para acolher mil estudantes, mas falta dinheiro para as bolsas de estudo.

Para já, anunciou Jorge Sampaio, o objetivo é integrar 20 novos estudantes da área de medicina, uma especialidade que será vital no momento da reconstrução da Síria.

Lançado em 2013, o projeto é, nas palavras do ex-PR, uma “obra da sociedade civil que, por curiosidade, recebeu 2500 preposituras nos primeiros oito dias de vida. Neste momento, “há uma lista de espera angustiante”, diz Sampaio.

O que se pretende com esta plataforma? A esta questão, Sampaio respondeu simplesmente que se pretende preparar uma futura elite síria, a qual foi educada em Portugal. O que está a ser feito é “minúsculo, mas é aquilo que conseguimos fazer”. Não sendo um grupo homogéneo, os refugiados já são quatro milhões e estão espalhados por campos da Turquia, Líbano e Jordânia. As necessidades são múltiplas e é preciso dar resposta urgente. Mais. Acrescenta Sampaio que há a tendência de quem ajuda para se focar nas necessidades básicas fundamentais. Esta é uma visão “errada”, diz. “O que é preciso é prensar como preparar as futuras gerações, como preparar os líderes que reconstruirão o país que hoje está em guerra. Falta perspetiva de longo prazo. Queremos prepará-los para a paz e o pluralismo”, disse em jeito de conclusão Jorge Sampaio no evento de solidariedade promovido pelo ICPT.

Sampaio, emocionado, lembrou os estudantes que se lhe dirigem estão a concluir mestrados com notas de 18 e 19 valores, a elaborar teses complicadíssimas e que, com orgulho, falam fluentemente português, depois de terem chegado ao país sem saber uma palavra. Afirma que todo o apoio é pouco e que, em média, um campo de concentração dura 10 anos e uma guerra civil pode durar oito a 10 anos.

Por Vítor Norinha/OJE

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