Portugal pode chegar ao top 10 das escolas europeias

Portugal pode chegar ao top 10 das escolas europeias

É possível Portugal chegar ao top 10 das business schools europeias? “É ambicioso, mas possível”. Francisco Veloso, diretor da Católica-Lisbon, e João Amaro de Matos, responsável pela área de Desenvolvimento Internacional e Relações Institucionais da Nova SBE, convergem na avaliação: “A prazo poderá haver escolas portuguesas no top 10”. Com ambição e muito trabalho.

O ranking das melhores business schools do jornal inglês “Financial Times” (FT) catapultou este ano Portugal para o melhor desempenho de sempre com três escolas no top 90. Como a edição digital do Jornal Económico noticiou, Católica-Lisbon Business School e Nova Business School of Economics ocuparam o 23.º lugar ex-aequo, o melhor de sempre atingido. Estão agora às portas do top 20. A terceira portuguesa, a Porto Business School integra igualmente o top 90.

O ranking das “business schools” do Financial Times é construído sobre vários rankings específicos, que vão sendo anunciados ao longo do ano. Respeitam aos Mestrados em Gestão, MBA full-time, MBA Executivo, Formação para Executivos Aberta e Formação para Executivos Customizada (programas criados à medida das empresas).

As duas escolas de negócios de Lisboa têm um programa de MBA conjunto – The Lisbon MBA, que compete com os melhores da Europa e do mundo, o que, numa análise comparativa, na parte que respeita aos MBA dá um empate. Nos restantes parâmetros e no geral, pode dizer-se que a Católica leva a dianteira na Formação de Executivos – ascendeu este ano à 19.ª posição no ranking global do FT –  e que a Nova SBE lidera no Mestrado e Gestão, que é o 17.º melhor do Mundo. Uma domina numa vertente, a outra na outra. Portanto, conclui João Amaro de Matos, ambas têm margem para subir e tentar no curto prazo ultrapassar a porta do top 20: A Católica na área da Gestão e a Nova SBE na formação de executivos. Com duas escolas tão bem posicionadas quem ganha é Portugal. Este responsável da Nova SBE explica ao Jornal Económico que “a posição no ranking deve refletir o trabalho que as escolas fazem para prestar o melhor serviço à comunidade”. Esse serviço requer trabalho e não pode estar – e não está – centrado nos rankings, vinca. O campus que está a ser construído em Carcavelos resulta desse  trabalho e é um trunfo a jogar internacionalmente.

Na Católica-Lisbon, a estratégia tem igualmente uma lógica de longo prazo. Francisco Veloso admite ao Jornal Económico que  há “um conjunto de elementos” que se a escola conseguir materializar lhe permitirão continuar a saltar em frente. “O top 20 é um objetivo. O top 10 uma ambição”, diz, avançando:“Alcançar o top 20 é um objetivo não só plausível como possível nos próximos três, quatro anos”. Já seria “irrealista” dizer o mesmo para o top 10.

Para continuar a ganhar espaço no clube restrito das melhores da Europa, a escola precisa, por exemplo, atrair melhores alunos, o que obriga  a ter um programa de bolsas mais robusto, evoluir nas tecnologias digitais e melhorar a sua infraestrutura física. As “business schools” do topo da lista são escolas de grande relevância intelectual internacional. Chegar aí é um caminho que se constrói. O “Patient Innovation”, rede social para doentes e cuidadores criada pela Católica, em parceria com o MIT e a Carnegie Mellon é um exemplo. No “advisory board”, o projeto tem dois prémios Nobel.

A terceira escola portuguesa a brilhar é a Porto Business School: 62.ª em 2016. Independemente de outros fatores, há um que condiciona o desempenho da escola de negócios da Universidade do Porto e ajuda a compreender a distância que, aparentemente, a separa da Católica e da Nova SBE. O FT analisa, como referimos, cinco critérios e a PBS apenas está contemplada em três. Os restantes programas são ministrados na Faculdade de Economia da mesma universidade.

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