Portugal só batido pela Letónia na percentagem de patentes pedidas por mulheres

Com uma quota de 27%, Portugal tem a segunda percentagem de mulheres inventoras na Europa, mais do dobro da média, revelam dados do Instituto Europeu de Patentes referentes ao período entre 2010 e 2019.

Portugal tem a segunda maior percentagem de mulheres inventoras no universo dos membros do Instituto Europeu de Patentes (IEP), superado apenas pela Letónia, refere o primeiro estudo de género feito por este organismo.

O estudo, divulgado esta terça-feira, 8 de novembro, revela que, entre 2010 e 2019, nos pedidos de patentes provenientes de Portugal, 26,8% são de mulheres, mais do dobro da média europeia que é 13,2%.

De todas as regiões europeias, o Alentejo é a região com a maior percentagem de mulheres inventoras: 34,9%.

Segundo os dados do Instituto Europeu de Patentes, a taxa global de mulheres inventoras na Europa aumentou nas últimas décadas, tendo passado de uns residuais 2% no final dos anos 70 para 13,2% em 2019.

No ranking de países europeus membros do IEP por percentagem de mulheres inventoras, no período entre 2010 e 2019, a Letónia ocupa o primeiro lugar, com uma fatia de 30,6%, seguindo-se depois de Portugal que é segundo, a Croácia com 25,8%. Espanha é o quarto país, com 23,2%, vindo a seguir a Alemanha (10,0%), o Luxemburgo (10,0%), o Liechtenstein (9,6%) e a Áustria (8,0%).

A taxa europeia é superior à taxa de inventoras do Japão (9,5%), mas inferior à da Coreia do Sul (28,3%), da China (26,8%), e dos EUA (15,0%).

Os dados do IEP revelam também que as universidades e as organizações públicas de investigação têm uma percentagem significativamente maior de mulheres inventoras: 19,4% em 2010-19 em toda a Europa, número que compara com 36% em Portugal. O mesmo se aplica às empresas privadas: 10,0% em toda a Europa, vs, 19,4% em Portugal, e entre os inventores individuais: 9,3% em toda a Europa, vs. 14,6% em Portugal.

O importante papel das universidades portuguesas na promoção das mulheres inventoras é também demonstrado pelos 47% de mulheres entre os doutorados portugueses nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), uma quota mais elevada do que em França (37%) ou na Alemanha (33%).

Adicionalmente, o estudo revela que há maior probabilidade de se encontrarem mulheres em equipas de inventores do que enquanto inventoras individuais, mas estas tendem a ter menos cargos de chefia nessas mesmas equipas do que os homens.

A química destaca-se como o sector tecnológico com a maior percentagem de mulheres inventoras: 22,4% em 2010-19 na Europa e 42,3% em Portugal. A  engenharia mecânica é a área menos relevante, com uma média de 5,2% na Europa e 13,4% em Portugal.

No sector químico europeu, os pedidos de patentes nas áreas da biotecnologia e farmacêutica têm as taxas mais elevadas de mulheres inventoras: mais de 30%.

 

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