Portugal é um dos destinos preferidos de milionários que investem em casas de luxo

O imobiliário de luxo é um investimento seguro para quase todos os milionários. Portugal é um dos destinos preferidos segundo o jornal norte-americano The New York Times.

Comprar uma casa com assinatura arquitectónica, uma boa piscina e vistas desafogadas são algumas das qualidades das casas de luxo pelas quais os milionários não se importam de pagar mesmo com preços acima do mercado.

Além de gostarem de possuírem casas luxuosas pelo próprio prazer de desfrutar de algumas mordomias, mais do que as acções ou títulos lhes podem proporcionar, consideram igualmente que este investimento é mais seguro do que qualquer outro. “Além de preços mais realistas e o fascínio de um investimento estável para enfrentar a volatilidade do mercado de ações, os compradores ricos também encontram-se neste momento a investir na compra de casas ecológicas, eficientes e inteligentes com a mais recente tecnologia instalada para torná-la perfeita em qualquer local”, segundo um relatório de 2015 da Wealth-X e Sotheby’s International Realty.

De acordo com o jornal norte-americano, possuir imóveis residenciais faz parte normalmente de uma carteira de investimento diversificada, o que difere em relação aos últimos dois anos, é o facto de uma economia incerta estar a influenciar uma tomada de decisão de compra mais rápida.

Investir em imobiliário como uma rede de segurança

Muitos investidores com muito rendimento estão a colocar dinheiro numa segunda ou terceira residência, como uma rede de segurança, decorrente da preocupação com uma ampla gama de fatores económicos e políticos. “Estes incluem a possibilidade de aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, a desaceleração da China, os baixos preços do petróleo, os conflitos no Oriente Médio e a realidade de que as ações têm sido volúveis, bem como os títulos que têm vindo a afundar num mercado frágil”.

“As pessoas se sentem mais confortáveis investindo em coisas que podem ver e tocar e sentir, essa é a natureza tangível do imobiliário”, refere Michael Sonnenfeldt, fundador e presidente da rede imobiliária norte-americana Tiger 21. Na verdade, não estão apenas a comprar propriedades nos Estados Unidos em mercados urbanos de luxo, como Nova York e Miami, e locais de férias como Hamptons, Jackson Hole, Wyo e Nantucket, em Massachusetts. “Acredito que o interesse dos compradores de propriedade de luxo em mercados fora da América é agora maior do que nunca”, adiantou Kathleen Peddicord, fundadora do Grupo editorial Live e Invest Overseas.

“As pessoas com dinheiro estão interessadas em diversificar o investimento além do mercado de ações dos EUA, em particular”, salienta Peddicord. “Umas férias ou segunda ou terceira casa num ensolarado Shangri-La é uma opção cada vez mais atraente. É um ativo que funciona como um aumento do estilo de vida e que amortece o comprador de qualquer choque que os mercados norte-americanos possam ter “.

Enquanto a maioria dos indivíduos de alto património opta por uma segunda ou terceira residência no país onde reside, um número crescente de pessoas com ativos de mais de 30 milhões de dólares está a comprar casas noutros países, de acordo com o relatório Wealth-X e Sotheby’s International Realty. As residências internacionais representam já 16% das residências não prioritárias, em comparação com 11% em 2010.

Caribe e Europa entre os destinos mais procurados

Os compradores do mercado médio estão a gastar entre 250 mil a 500 mil dólares em propriedades únicas, mas os mais ricos estão investir 1 milhão de dólares ou mais, em muitos mercados, incluindo o Caribe e Europa. “Estamos a assistir a um crescente interesse no Panamá e países onde o dólar dos EUA é forte”. Estes incluem França, Espanha e Portugal.

David Forbes, responsável pela consultora Savills, revela mesmo que a segurança tornou-se uma questão importante em todo o mundo e viver em sítios seguros é cada vez mais uma opção.

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