Portugal vai crescer menos do que o previsto, adverte FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia portuguesa cresça apenas 1,2% em 2015, 0,3 pontos percentuais abaixo do estimado pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano. Numa nota sobre a primeira visita de monotorização após a conclusão do programa de assistência financeira, o Fundo estima que o crescimento […]

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia portuguesa cresça apenas 1,2% em 2015, 0,3 pontos percentuais abaixo do estimado pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

Numa nota sobre a primeira visita de monotorização após a conclusão do programa de assistência financeira, o Fundo estima que o crescimento português se mantenha abaixo dos 1,5% (que o Governo prevê para o próximo ano) não só em 2015, mas também em 2016.

A instituição liderada por Christine Lagarde antecipa que a economia portuguesa cresça 1,2% no próximo ano e 1,3% em 2016.

As previsões para a economia portuguesa conhecidas hoje demonstram também uma revisão em baixa das estimativas do Fundo conhecidas em outubro (no ‘World Economic Outlook’), quando previa um crescimento económico semelhante ao do Governo para o próximo ano, ou seja, de 1,5%.

A instituição sedeada em Washington revê também em baixa o crescimento económico previsto para 2014, estimando agora que se fique pelos 0,8%, quando em outubro estava alinhada com a previsão do Governo e antecipava um crescimento de 1%.

Na nota, a equipa de monitorização do FMI, que se deslocou a Lisboa para analisar a proposta de Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), aponta que Portugal continua a ter de enfrentar o “desafio do crescimento”, considerando que “serão necessários esforços e iniciativas políticas inovadoras”, principalmente para impulsionar a baixa competitividade externa.

Ao mesmo tempo, o FMI considera que a estabilidade financeira e a consolidação orçamental “devem permanecer prioritárias”, criticando o que parece “uma pausa no esforço de consolidação orçamental”, o que “adia ainda mais o inevitável ajustamento adicional necessário para proteger a sustentabilidade da dívida pública”.

O FMI piorou hoje as previsões para o défice orçamental português, esperando que fique acima dos 3%, pelo menos, até 2016 e antecipando que seja de 5% este ano e de 3,4% em 2015, acima das estimativas do Governo.

Quanto à dívida, o FMI prevê que seja de 127,8% no final deste ano, recuando para os 125,7% em 2015 e para os 125,5% em 2016. No início de outubro, o Fundo antecipava que a dívida pública portuguesa atingisse os 131,3% em 2014, caindo para os 128,7% no próximo ano.

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