Portugal Ventures sai do capital da startup que vende pastéis de nata na Coreia

A sociedade pública de capital de risco estava a trabalhar com a Nata Pura há cinco anos, quando investiu pela primeira vez no projeto do empreendedor do Porto Mabílio Albuquerque, mas o desinvestimento tornou-se necessário para “garantir total autonomia e o domínio dos mercados onde opera”.

O fundador e CEO da Nata Pura – a startup que vende os pastéis de nata portugueses além-fronteiras – recuperou a sua participação na empresa, depois de Portugal Ventures (PV) ter saído do capital ao atingir-se a marca de 12 mil pastéis vendidos por ano.

A sociedade pública de capital de risco estava a trabalhar com a Nata Pura há cinco anos, quando investiu pela primeira vez no projeto do empreendedor do Porto Mabílio Albuquerque, mas o desinvestimento (exit) tornou-se necessário para “garantir total autonomia e o domínio dos mercados onde opera”.

“O pastel de nata tinha que ser liberalizado, tal como os donuts, os macarrons, muffins, cupcakes ou croissants franceses. O nosso objetivo era apresentá-lo como um produto de enorme potencial para se tornar um staple, uma commodity [matéria-prima] no mercado global”, recorda o CEO, em comunicado divulgado esta quarta-feira.

A Nata Pura foi fundada em 2014, mas nasceu de uma ideia tida no ano anterior quando o gestor se apercebeu de que existia uma falha de mercado: faltava internacionalizar um produto português, tradicional, com séculos de história e bem-sucedido no país. “A criação da Nata Pura foi um processo de aprendizagem. Não sabia nada de pastel de nata, logística, paletização, etc. Neste processo foi necessária muita resiliência, análise do erro e acreditar. Só conseguimos ter esta postura quando a palavra problema é proibida”, lembrou.

Hoje, com uma equipa de oito pessoas, a empresa exporta a marca dos pastéis para 30 mercados, incluindo Europa, Ásia, Médio Oriente e América do Norte, em cadeias de retalho alimentar como a Costco, Prêt-a-Manger, Domino’s Pizza ou Paul Bassett, na Coreia do Sul, onde o CEO garante que as pessoas já pedem um “nata pura” em vez de um “pastel de nata”.

“A Nata Pura confirmou todo o potencial, atingindo vendas superiores a 3,5 milhões de euros, prometendo alargar a sua presença um pouco por todo o mundo, com uma oferta de produto cada vez mais diversificada”, garante Filomena Pastor, diretora de Investimento em Engenharia e Indústria na PV.

Desde o início do ano deste ano, a Portugal Ventures fez o desinvestimento em 17 empresas do seu portefólio, tendo-se destacado as operações de venda da Mercadão para a Glovo e da Zaask para a Worten (quer uma aquisição quer outra não tiveram os valores revelados).

“Este projeto é uma referência que a Portugal Ventures orgulhosamente ajudou a crescer – um projeto que foi marcando presença nos mercados internacionais, espalhando um ícone da cultura tradicional portuguesa, como é o pastel de nata, por todo o mundo”, afirmou o vice-presidente da PV, Rui Ferreira.

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