Portugueses aplicaram 236 milhões em certificados de poupança em novembro

Segundo o Caixa BI, a subscrição destes produtos de poupança deverá continuar a impulsionar a área de Serviços Financeiros dos CTT nos próximos trimestres.

Rafael Marchante/Reuters

O Caixa BI analisou os dados de novembro de subscrição dos Certificados de Poupança. “Tal como em outubro, os dados com referência a novembro voltaram a refletir um volume de subscrições mensais inferiores à média dos últimos meses e do total de 2016 (até à data)”, diz a nota.

“Ainda assim, sublinhamos a resiliência dos Certificados do Tesouro ao longo de 2016, como resultado do seu diferencial favorável de remuneração face aos vários produtos de poupança mais conservadores/clássicos, sendo ainda percecionados como tendo um risco reduzido (dependente do rating soberano da República Portuguesa)”.

O Caixa BI refere que em novembro o IGCP concluiu uma oferta pública de subscrição de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) num montante total de 1,5 mil milhões de euros e que acabou por não ter um impacto significativo na evolução dos Certificados durante o mês. “Saliente-se, aliás, que a anterior emissão de OTRV foi concluída em agosto de 2016 tendo esse sido um dos meses de 2016 com evolução mais positiva ao nível de subscrição de certificados (325 milhões)”.

O montante global aplicado em Certificados de Poupança foi de 236 milhões em novembro. Este valor compara com 234 milhões em outubro e com uma média mensal de 291 milhões em 2016 (até à data), sendo estes os dois meses com subscrições (líquidas) mais reduzidas no ano.

Esta evolução foi suportada pela subscrição de Certificados Poupança Mais (CTPM) que atingiram 251 milhões face a uma média mensal de 277 milhões em 2016.

Por outro lado, os Certificados de Aforro apresentaram uma variação (líquida de resgates) negativa em 15 milhões face uma média mensal de 14 milhões em 2016. O valor total sob gestão em Certificados atingiu 23,9 mil milhões face a 23,7 mil milhões em outubro.

Segundo o Caixa BI, a subscrição destes produtos de poupança deverá continuar a impulsionar a área de Serviços Financeiros dos CTT nos próximos trimestres. “Refira-se que a colocação de produtos de Poupança & Seguros gerou receitas de 24 milhões (-12,9% anualmentr) nos nove meses de 2016, o que representou cerca de 45% do total das receitas do segmento de Serviços Financeiros (53,4 milhões de euros nos nove meses de 2016, -7,8% na comparação anual).

 

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