Portugueses contratam 535 milhões em crédito ao consumo em outubro, menos 27% face a 2019

Este valor é inferior em 0,7% ao montante de novo crédito contraído em setembro e é menos 26,8% do que o montante registado em outubro de 2019, um ano antes.

Cristina Bernardo

As estatísticas mensais de evolução dos novos créditos aos consumidores, relativas a outubro de 2020, divulgadas pelo Banco de Portugal revelam que nesse mês os clientes dos bancos portugueses contrataram 534,941 milhões de euros em novo crédito ao consumo, o que inclui crédito pessoal, crédito automóvel, cartões e descobertos autorizados.

Este valor é inferior em 0,7% ao montante de novo crédito contraído em setembro e é menos 26,8% do que o montante registado em outubro de 2019, um ano antes.

O número de novos contratos de crédito em outubro foi de 113.832, o que traduz uma subida face a setembro de 3,3% e uma queda de 25,6% face a outubro de 2019.

O que se verifica em outubro é uma queda dos novos créditos para a compra de carro (-1,2% face a setembro, para 237 milhões de euros); uma queda de crédito pessoal (-1,4% para 206 milhões) e uma subida do crédito através de cartões, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto que em outubro cresceu 2,4% face ao mês anterior, para 91 milhões de euros.

Essa tendência também se verifica no número de contratos, com o crédito automóvel a cair 3,6% para 16.458 novos contratos; o crédito pessoal a recuar 0,2% para 32.653 novos contratos e novos contratos pela modalidade cartões e outros a subirem 7,2% para 64.721.

Numa comparação anual, de outubro de 2019 para outubro de 2020, verifica-se que em termos de montante a tipologia de crédito que mais caiu foi o crédito pessoal sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades, que baixou -40,9%, para 196,163 milhões de euros. O Banco de Portugal não atribui explicações, mas é fácil perceber que esta redução está relacionada com a quebra do consumo, fruto dos constrangimentos económicos provocados pela crise da pandemia por Covid-19.

No crédito automóvel a maior quebra anual foi de -24,5% na modalidade de locação Financeira ou ALD de carros novos. Também em número de contratos a quebra anual foi significativa, ao haver menos -32% de novos contratos do que no mês homólogo do ano anterior.

Já em termos mensais, deu-se uma quebra em outubro de -4,3% no montante de crédito automóvel com reserva de propriedade e outros de carros usados. Sendo de -4,4% a quebra de número de contratos.

 

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