Portugueses vão gastar mais 13 euros que em 2018 nas compras neste Natal

Num estudo conduzido pelo IPAM, concluiu-se que a média dos inquiridos vai gastar 385 euros. No ano passado, o valor fixava-se nos 372.

Cristina Bernardo

Nesta quadra natalícia, os portugueses vão gastar em média 385 euros, um valor que tem vindo a evoluir desde 2018, uma vez que no estudo do ano passado, o valor era de 372 euros. As conclusões são de um estudo conduzido pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) e divulgado esta sexta-feira.

Procurando comparar a situação deste com o panorama do ano anterior, durante o estudo foi solicitado aos inquiridos que comparassem o valor que prevêem gastar em 2019, com o valor gasto em 2018. 17% dos inquiridos referem que este ano vão gastar um valor inferior ao gasto em 2018. No entanto, 24% afirmaram que pretendem gastar mais do que no ano passado, referindo ter maior disponibilidade económica (67%), pelo que, neste sentido, pretendem aumentar o número de compras de prendas para familiares (33%). A opção incide sobre os familiares, pois o aumento do número de compras para amigos não foi uma opção considerada no estudo.

No que toca ao subsídio de Natal, a entidade apurou que este valor vai ser gasto por 28,59% dos portugueses, que prevêem despender 51% a 75% desta quantia extra auferida no Natal.

Porém nem todos têm essa possibilidade. O IPAM concluiu que 14% dos inquiridos não receberá o subsídio nesta altura, o que terá impacto no comportamento face às compras de Natal. Enquanto que, do total de inquiridos que recebe ou vai receber o subsídio de Natal, 5,7% admitiu que não vai utilizar este dinheiro para efetuar as compras de Natal. Já cerca de 6,69% dos inquiridos gastará a totalidade do subsídio em compras de Natal.

Gastos em prendas

Dos inquiridos, 59% respondeu que iriam gastar o mesmo que no ano anterior, “o que remete para uma estabilidade no comportamento do consumidor este ano”, quando comparado com 2018. Enquanto os inquiridos que vão gastar um valor inferior (17%) referem que irão efetuar cortes nos presentes para amigos e familiares adultos (70%).

As crianças são o alvo preferencial das compras de Natal nos agregados familiares com filhos (55% dos inquiridos), sendo estes em 100% dos casos observados no estudo contemplados com presentes de Natal. Globalmente, destaca-se, ainda que, em 67% dos casos é referida a compra de presentes de Natal para o cônjuge e em 60% dos casos para os pais, irmãos e outros familiares. Apenas 45% dos inquiridos mostra intenção de comprar presentes para amigos.

Preferências dos portugueses

No que diz respeito ao tipo de produtos a comprar, o estudo observou que para as crianças até aos 12 anos os presentes a comprar serão maioritariamente brinquedos (48,6%), seguidos de roupas e sapatos (12,2%) e livros (9,9%). No caso dos adolescentes (entre os 12 e os 18 anos) cerca de 36,3% das escolhas recaem na roupa/sapatos, 13,6% nos jogos eletrónicos  e 10,3% em livros

No caso dos adultos, o IPAM revela que a opção mais escolhida pelos inquiridos para escolhas de presentes de natal é roupa/sapatos (28,5%), seguida de livros (17%) e acessórios (12,3%).

Os centros comerciais continuam a ser a local de eleição para 28,9% dos inquiridos no que toca à realização destas compras. 28,6% dá preferência ao comércio de rua. O estudo refere, contudo, que 18,3% dos inquiridos opta exclusivamente pelo comércio de rua e 6,1% exclusivamente pelas compras online.

Relativamente ao momento para realização das compras de Natal verificámos que 70,5% dos inquiridos vai efetuar as suas compras durante o mês de dezembro. Nas compras antecipadas, o critério preço é o que tem uma maior relevância, quer seja “Aproveitar promoções Black Friday” (33%), “Encontrar melhores preços” (23%), ou “Aproveitar promoções ocasionais” (19%).

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