Poupança das famílias desce para 4,4% e atinge o valor mais baixo desde 1999

Segundo o INE, o rendimento disponível das famílias diminuiu 0,3%, devido sobretudo ao aumento em “8,4% dos impostos sobre o rendimento pagos pelas famílias, que mais do que compensou o aumento de 0,9% das remunerações recebidas”.

A taxa de poupança das famílias caiu para 4,4% do rendimento disponível no ano acabado no terceiro trimestre de 2017, o valor mais baixo da série do INE, que tem início em 1999, divulgou a autoridade estatística esta sexta-feira.

“A taxa de poupança das famílias diminuiu para 4,4% do rendimento disponível, menos um ponto percentual do que no trimestre anterior”, quando representava 5,4% do rendimento disponível, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas contas nacionais trimestrais por setor institucional do terceiro trimestre deste ano.

Este é o valor mais baixo da série do INE, que tem início no primeiro trimestre de 1999. Desde então e até aos números divulgados hoje, a taxa de poupança atingiu um pico de 12% do rendimento disponível no ano terminado no terceiro trimestre de 2002 e registou o valor mais baixo (5%) no ano terminado em junho de 2015.

Segundo o INE, o rendimento disponível das famílias diminuiu 0,3%, devido sobretudo ao aumento em “8,4% dos impostos sobre o rendimento pagos pelas famílias, que mais do que compensou o aumento de 0,9% das remunerações recebidas”.

“Note-se que o aumento dos impostos sobre o rendimento no ano acabado no 3.º trimestre reflete sobretudo o efeito de compensação da redução dos impostos pagos no ano terminado no 2.º trimestre, causado pela antecipação de reembolsos do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) comparativamente ao verificado em 2016”, explica o INE.

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