Poupanças com investimento em automação variam

Três quartos dos profissionais de serviços partilhados estão a ajudar na agenda da digitalização das empresas, de acordo com o relatório da consultora de estudos de mercado SSON Analytics.

Todos os negócios, mesmo os que à partida seriam mais improváveis, têm estado a fazer o caminho da digitalização – e, pelo menos, três quartos dos profissionais de serviços partilhados (referenciados como SSO – Shared Services Organizations) estão a ajudar os líderes empresariais nessa agenda da digitalização, de acordo com o relatório “SSON’s State of the Shared Services & Outsourcing Industry” da consultora de estudos de mercado SSON Analytics (antigo Dart Institute). No entanto, 25% dos inquiridos disse que não fazia parte da tomada de decisão sobre transformação digital.

Os que estão envolvidos nos processos constatam que a tecnologia de Robotic Process Automation (RPA) é uma das prediletas, dado que está quase sempre associada a Inteligência Artificial (IA). Aliás, quase todos (91-95%) os participantes no inquérito confirmaram a adoção da automação. Enquanto cerca de um terço dos SSO ainda se encontram na etapa de planeamento/prova de conceito, verifica-se um segmento significativo (de quase 60%) que não está apenas a implementar a automação, mas também a escalar vários processos, recorrendo à digitalização ativa de dados ativa e à aplicação de recursos cognitivos avançados (por exemplo, machine learning).

Quando questionados sobre a média de poupanças de custos com a automação, as respostas variam: só 13% dos SSO dizem ter alcançado poupanças de mais de 250 mil dólares, um quarto dos inquiridos fala em ganhos inferiores a 20 mil dólares e aproximadamente 30% revelam que as poupanças se fixaram entre 20 e 100 mil dólares.

Oito tendências da Inteligência Artificial
Neste capítulo da automação, o estudo contempla ainda uma introdução sobre as oito tendências na IA em 2022 na perspetiva do empreendedor Brad Cordova, fundador e CEO da startup super.AI, dedicada ao negócio do processamento de dados não estruturados. A voz de Brad Cordova é ouvida nesta matéria, porque é um dos nomes da célebre lista “30 under 30” da revista “Forbes” e criou outra startup, a TrueMotion, que em relativamente pouco tempo se tornou num unicórnio (empresa que vale mais de mil milhões de dólares). Na sua ótica, o poder dos algoritmos está a ser visto este ano em movimentos como: o: a “comoditização” de modelos de IA e a proliferação de aplicações (1), o crescimento dos marketplaces de IA (2), a segurança (3), o processamento de dados não estruturados (4), a hiperautomação (5), o aumento da programação em low-code, no-code e Automated Machine Learning, um método conhecido no meio como AutoML (6), modelos mais extensos e simples (7) e a IA criativa (8).

“O sucesso está realmente relacionado com o ROI [Return Over Investment” – Retorno sobre o Investimento] dos negócios: está a fazer-te gerar mais dinheiro ou a poupar-te o dinheiro? Em última análise, tudo se resume a reduzir despesas ou gerar receita. Ou ambos. A incapacidade de ter adesão ao nível executivo e a tendência de complicar demais as coisas, utilizando modelos maciços e de ponta quando técnicas de machine learning mais simples (mas eficazes) podem produzir resultados semelhantes são os maiores obstáculos”, conclui.

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