Poupanças dos portugueses continuam longe dos níveis pré-pandemia. Famílias sem filhos são as que mais poupam

Na data em que se comemora o Dia Mundial do Turismo, o estudo da Intrum revela que, para 34% dos portugueses, viajar é uma das principais razões para poupar dinheiro todos os meses. Valor este superior ao período homólogo de 2019 que atingiu os 31%.

Viajar continua a ser um dos principais motivos que levam os portugueses a poupar. Na verdade, e de acordo com European Consumer Payment Report (ECPR), um estudo da Intrum divulgado esta segunda-feira, cerca de 34% dos inquiridos em Portugal subscreve a esta realidade.

Este valor é superior ao período homólogo de 2019, altura em que atingiu os 31%. Ainda assim, esta percentagem já esteve mais elevada registando os 42% nos anos de 2017 e 2018. Ainda quando comparamos com a média europeia (41%) ou Espanha (40%) Portugal fica a uma distancia de 7 e 6 pontos percentuais respetivamente, explica a Intrum.

O inquérito revela também que as mulheres (35%) poupam mais para viajar em comparação com os homens (32%), em linha com o grupo etário dos mais de 65 anos (46%) que são os que mais poupam para viajar. Já as faixas etárias dos 18 aos 21 anos e os 22 aos 37 anos apresentam uma percentagem de 38%. Em último lugar encontra-se a faixa etária dos 45 aos 54 anos com uma percentagem de 24%.

O ECPR demonstra que as famílias sem filhos (37%) são quem mais poupa para viajar em comparação com as famílias com filhos (26%).

Segundo Luís Salvaterra, diretor geral da Intrum Portugal, “a pandemia da Covid-19 teve um grande impacto em todas as áreas, ainda assim, o sector da hotelaria e lazer (64%) foi um dos sectores em que as margens de lucro foram mais afetadas”.

No comunicado divulgado, o responsável adianta ainda que “86% dos inquiridos anseia que uma recessão venha a ter um impacto muito negativo na sua empresa. Neste dia mundial do turismo, é importante salientar que saber gerir as poupanças e criar prioridades de pagamento são medidas essenciais para evitar constrangimentos financeiros nos orçamentos”.

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