PR afasta responsabilidade sobre falta de vacinas da gripe e aponta dois objetivos para levantamento do estado de emergência

Marcelo Rebelo de Sousa escudou-se nas palavras da ministra da Saúde, que garantiu que haveria vacinas disponíveis para quem a quisesse tomar, mas voltou a afirmar que assume a responsabilidade pelos erros na gestão da pandemia.

Marcelo Rebelo de Sousa à saída do Infarmed
FOTO: Presidência da República

Marcelo Rebelo de Sousa afastou para a ministra da Saúde a responsabilidade pela falta de vacinas da gripe disponíveis para toda a população que a desejasse receber, dizendo que apenas secundou a posição que Marta Temido tomou. As declarações foram proferidas em entrevista à SIC esta sexta-feira, a primeira depois do anúncio da recandidatura a Presidente da República (PR).

“Quando tenho a ministra da Saúde ali, que garante perante mim e os portugueses que, neste momento, há vacinas para todos e estão vacinados até dezembro, eu achei que deveria acreditar na senhora ministra da Saúde”, começou por esclarecer o PR.

Ainda assim, Marcelo diz assumir as responsabilidades dos erros na gestão da pandemia, até porque, relembra, foi ele quem decretou o primeiro Estado de Emergência em resposta à Covid-19.

“Quem decretou o Estado de Emergência fui eu, quem tomou a iniciativa fui eu, no primeiro”, afirmou o Presidente. “Quem esteve presente e porta-voz nas sessões epidemiológicas fui eu, por isso assumo a responsabilidade. Não é para cobrir o Governo, é para assumir a responsabilidade do Presidente”, continuou.

Ainda sobre o Estado de Emergência, mas sobre o que vigora atualmente, não foi adiantada uma data concreta para o seu levantamento, mas sim dois objetivos: quando o número de casos for “reduzido a um tal ponto que a sua projeção nos internamentos e cuidados intensivos” permita considerar a situação como “estabilizada e sem risco de disparar”, como já aconteceu, e quando a imunização da população seja substancialmente maior do que os 18% apontados como o melhor cenário estimado presentemente.

Em relação às vacinas contra a infeção causada pelo novo coronavírus, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que houve desfasamentos entre as farmacêuticas envolvidas no fabrico dos diferentes fármacos relativamente à rapidez com que os processos evoluíram. Assim, a sua preocupação relativamente à disponibilidade destes produtos foi o que o levou a contactar estas empresas.

Dada a evolução da corrida à inoculação, em que a Pfizer se apresenta como a primeira farmacêutica a registar a sua vacina na Europa, o PR reforça que a imunização só chega com a segunda toma. Recorde-se que o fármaco desenvolvido pela empresa em parceria com a Universidade de Oxford envolve duas tomas separadas por 30 dias.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ainda que na próxima reunião com os epidemiologistas no Infarmed estejam presentes todos os candidatos presidenciais. “Acho que seria fundamental, qualquer deles pode vir a ser PR”, concluiu.

[notícia atualizada às 22h29]

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