Preço à produção dos ovos nacionais sobe 23% após caso do fipronil

Na sua primeira estimativa das contas económicas da agricultura relativas a 2017, o Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que “a deteção de ovos com fipronil noutros Estados-membros favoreceu a exportação do produto nacional, o que originou uma subida do preço à produção”.

O preço à produção dos ovos nacionais terá aumentado quase 23% este ano, face a 2016, impulsionado pela subida das exportações após a deteção de ovos com fipronil em alguns Estados-membros, divulgou hoje o INE.

Na sua primeira estimativa das contas económicas da agricultura relativas a 2017, o Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que “a deteção de ovos com fipronil noutros Estados-membros favoreceu a exportação do produto nacional, o que originou uma subida do preço à produção”.

“Os preços de base deverão aumentar substancialmente (+22,9%), após uma diminuição de 14,8% em 2016”, antecipa, referindo que este facto, associado a um “ligeiro aumento” da produção, de 0,9%, (“parcialmente devido ao acréscimo na produção de ovos de galinhas criados no solo, em vez de pavilhão”), terá resultado num aumento do valor da produção de 24,0%.

Globalmente, o INE estima ter-se registado este ano um acréscimo em valor da produção animal em Portugal de 3,2% face a 2016, em resultado de um aumento dos preços de base (+4,2%), uma vez que o volume registou um decréscimo (-1,0%).

“As produções de suínos, aves, leite e ovos foram determinantes nesta evolução nominal positiva”, sustenta.

No que respeita aos bovinos, prevê-se uma “ligeira redução” em volume (-0,6%), em consequência da diminuição dos abates”, tendo os preços de base também diminuído “ligeiramente” (-0,4%), em virtude do decréscimo do subsídio ao produto (-12,2%).

Já a produção de suínos deverá registar um decréscimo do volume (-7,0%), com uma redução nos abates e efetivos animais.

“Após a redução do número de animais observada em 2016, só agora está a ocorrer a substituição gradual dos animais reprodutores, pelo que ainda não são notórios os efeitos desta recuperação na produção. No entanto, o aumento dos preços (+13,5%), após uma redução de 3,4% em 2016, mais que compensou a diminuição do volume, resultando num acréscimo de 5,6% em termos nominais”, refere o INE.

Relativamente às aves de capoeira, o instituto diz ser “expectável um aumento do volume”, na ordem dos 4,9%, “para o qual contribui o aumento da produção de frango, como consequência da maior produção dos aviários de multiplicação, confirmando o crescimento da atividade avícola neste segmento”. Em valor, o acréscimo ter-se-á ficado pelos 3,7%, devido a uma queda do preço (-1,1%).

Quanto à produção de leite, deverá crescer “ligeiramente em volume” (+0,5%) este ano, após um decréscimo de 4,1% em 2016, antecipando-se uma subida em valor (a preços de base) de 5,0%.

Segundo o INE, “os efeitos da seca, relevantes no desenvolvimento das culturas forrageiras, terão tido efeitos nos custos de produção, dada a necessidade de recorrer a alternativas de alimentação mais onerosas, mas não tiveram impacto significativo no volume de produção”.

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