Preço do petróleo em queda face a nova quebra das exportações na China

O Brent encontra-se a cair 1,03%, para 63,73 dólares por barril depois de ganhar cerca de 3% na semana passada com as notícias de que a OPEP e os seus aliados aprofundariam os cortes na produção.

David M. Parrott/Reuters

Os preços do petróleo estão de novo em queda após as exportações chinesas caírem pelo quarto mês consecutivo, segundo revela a agência “Reuters” esta segunda-feira, 9 de dezembro.

O Brent encontra-se a cair 1,03%, para 63,73 dólares por barril depois de ganhar cerca de 3% na semana passada com as notícias de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados aprofundariam os cortes na produção.

Por sua vez, o West Texas Intermidiate (WTI) está a desvalorizar 0,98%, para 58,62 dólares por barril, tendo subido cerca de 7% na semana passada com as perspetivas de uma menor produção da OPEP +, que é composta pelos membros da OPEP e os produtores associados, incluindo a Rússia.

Este fraco início da semana no setor petrolífero ocorre, apesar dos dados mostrarem que as importações de petróleo da China atingiram um valor recorde, revelando o quão profundo o nervosismo está incorporado no mercado ao longo da linha comercial Estados Unidos-China, que impediu o crescimento global e a procura por petróleo.

“A China claramente não está imune às tarifas comerciais dos EUA ou à desaceleração prolongada na economia global em geral”, refere Jeffrey Halley, analista de mercado da OANDA, à Reuters.

Washington e Pequim estão a tentar chegar a um acordo comercial que acabe com as tarifas, numas negociações que já duram há vários meses, e onde se discutem os principais detalhes. “Pequim espera que um acordo com os Estados Unidos seja alcançado o mais rápido possível”, afirma o ministro assistente de Comércio da China, Ren Hongbin, esta segunda-feira.

As quedas de preços também puseram fim a uma forte corrida nas sessões anteriores, alimentadas pelas esperanças do fecho da produção da OPEP +. Na sexta-feira, estes produtores concordaram em aprofundar os seus cortes de produção de 1,2 milhão de barris por dia para 1,7 milhões de barris diários, o que representa cerca de 1,7% da produção global.

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