Preço médio das casas do Canadá vai custar perto de 500 mil euros até ao fim de 2023

Aumento das taxas de juro acima do previsto pelo Banco do Canadá estão a fazer com que os custos com a habitação consumam 60% das finanças das famílias, o valor mais elevado desde 1990.

Canadá

Comprar casa no Canadá tem sido um verdadeiro desafio nos últimos meses para as famílias e que promete continuar pelo menos até ao final de 2023, com o preço médio de uma habitação a rondar os 475 mil euros, informa o “El Economista” este sábado, 1 de outubro.

Um cenário que é provocado pelo aumento das taxas de juro acima do previsto este ano pelo Banco do Canadá, que estão a fazer com que os custos totais com uma propriedade consumam 60% das finanças de uma família, acima do recorde anterior de 57% atingido em abril de 1990, revelaram os analistas do Royal Bank of Canada (RBC).

“A campanha de aumento das taxas do Banco do Canadá desde março adicionou centenas de dólares aos pagamentos de hipotecas que acompanham a compra de uma casa”, referiu o economista do RBC, Robert Hogue, à “Bloomberg”.

Por outro lado, a agência nacional de habitação, Canada Mortgage & Housing, revelou em julho que os preços das casas poderiam cair 5% até meados de 2023, podendo mesmo atingir os 15%. Só que uma inflação mais longa do que o inicialmente previsto e as medidas mais agressivas do Banco do Canadá modificaram essa previsão inicial.

O RBC previu em agosto uma correção dos preços dos imóveis em torno dos 40%, o que seria a maior correção no Canadá dos últimos 40 anos. No entanto, apesar desta futura correção histórica, os preços das casas ainda serão mais elevados no final de 2023, do que antes da pandemia.

“O mercado imobiliário do Canadá está a corrigir-se rapidamente, e mais rápido do que prevíamos”, alertam os economistas da Desjardins Securities, o maior grupo financeiro do Canadá.

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“O pânico foi imediato. O receio das pessoas, a angústia com que se aproximavam de nós a dizer ‘ai, se eu perco a minha casa’. É que nós tivemos uma crise em que houve muita gente a perder a casa; é recente ainda, está na memória das pessoas – 2008”, afirmou Rita Valadas.

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