Preços da produção industrial com subida anual de 41,9% no euro e 41,4% na UE em setembro

Os preços da produção industrial registaram, em setembro, uma subida de 41,9% na zona euro e de 41,4% no conjunto da União Europeia (UE), em comparação com o mês homólogo de 2021, principalmente ‘puxados’ pelo setor da energia.

Os dados foram hoje publicados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, e revelam então que, na variação homóloga, os preços da produção industrial aumentaram em setembro deste ano 41,9% no espaço da moeda única e 41,4% nos 27 Estados-membros.

De acordo com o Eurostat, este é um novo máximo histórico na série estatística, que começou em janeiro de 2015.

Já na variação em cadeia, em setembro face a agosto deste ano, o crescimento foi mais contido, de 1,6% na zona euro e de 1,5% na UE.

Em termos anuais, na zona euro, a acentuada subida nos preços da produção industrial deveu-se essencialmente ao setor energético, que pesou 108,2%, seguindo-se os bens intermédios (19%), os bens de consumo não duradouros (15,2%), os bens de consumo duradouros (9,8%) e os bens de capital (7,6%).

Na UE, verificou-se uma tendência semelhante, com a energia a pesar 105,3% nestes preços da produção industrial, seguida pelos bens intermédios (19,1%), os bens de consumo não duradouros (16,5%), os bens de consumo duradouros (10,1%) e os bens de capital (7,9%).

Excluindo a energia, os preços totais na indústria teriam subido apenas 14,5% na zona euro e 15% na UE em setembro de 2022 face ao mesmo mês de 2021.

Por Estado-membro, houve acréscimos homólogos em todos os países, com destaque para a Bulgária (+78,2%), Hungria (+67,5%) e Roménia (+62,9%). Em Portugal, a subida foi de 18,3%.

No que toca à comparação mensal, a energia foi novamente a principal componente a pressionar os preços totais da indústria, tanto na zona euro (3,3%) como na UE (2,6%), seguindo-se os bens de consumo não duradouros (respetivamente 0,9% e 1%), os bens de capital e de consumo duradouros (0,4% em ambas as regiões) e os bens intermédios (0,1% em ambas as regiões).

Excluindo a energia, a subida em cadeia teria sido de 0,4%, tanto na zona euro como na UE.

O gabinete estatístico adianta que, em setembro deste ano, os maiores aumentos mensais dos preços da produção industrial foram registados na Bulgária (+9,2%), Eslováquia (+8,9%) e Itália (+3,5%), enquanto as maiores descidas foram observadas na Irlanda (-18,9%), Estónia (-3,9%) e Grécia (-2,4%). Já Portugal, teve um acréscimo mensal de 0,2%.

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