Preços das casas aumentaram 17,2% em Évora no primeiro trimestre do ano

Os preços da habitação subiram em 15 capitais distritos no período em análise. A nível nacional a subida foi de 1,2%, com o valor médio do m2 a fixar-se nos 2.352 euros.

HO/Reuters

Os preços das casas em Portugal registaram um aumento de 1,2% no primeiro trimestre do ano, tendo subido em 15 capitais de distrito, onde se destaca Évora com um crescimento de 17,2%, de acordo com os dados do índice de preços do ‘idealista’ divulgados esta quinta-feira, 31 de março.

Em relação à variação mensal e anual, os preços subiram 0,7% e 7,8%, respetivamente, face aos 1,2% do período em análise, com o preço do m2 a fixar-se nos 2.352 euros.

Além de Évora, os preços das casas aumentaram também na Guarda (8,3%), Vila Real (5,5%), Funchal (5,5%), Viana do Castelo (4,1%), Ponta Delgada (3,9%), Bragança (3,3%), Viseu (3,2%), Aveiro (2,8%), Lisboa (2,8%), Leiria (2,5%), Faro (1,6%), Porto (1,5%), Castelo Branco (1,2%) e Santarém (0,4%).

Em sentido inverso, verificaram-se descidas em Portalegre (-5,9%), Setúbal (-0,8%), Coimbra (-0,5%), Beja (-0,4%) e Braga (-0,4%).

Sem surpresas, Lisboa continua a ser a capital de distrito onde o valor do m2 é mais elevado, estando atualmente nos 5.130 euros. Segue-se o Porto (3.058 euros/m2) e Funchal (2.227 euros/m2) a fecharem o pódio. Já as capitais de distrito com os preços mais baixos são Portalegre (640 euros/m2), Castelo Branco (779 euros/m2), Bragança (793 euros/m2), Guarda (811 euros/m2) e Beja (824 euros/m2).

Olhando para os distritos/ilhas, registaram-se aumento de preços na Ilha do Faial (11,5%), Ilha Terceira (8,5%), Ilha da Madeira (5,5%), Ilha de Porto Santo (3,7%), Setúbal (3,4%), Leiria (3,3%), Faro (3,2%), Évora (3,1%), Guarda (2,8%), Braga (2,7%), Ilha de São Miguel (2,6%), Santarém (2,4%) e Bragança (2%), Lisboa e Porto (ambos com 1,9%), Aveiro (1,7%), Viseu (1,5%) e Viana do Castelo (1,5%).

Em sentido contrário, os preços diminuíram na Ilha de Santa Maria (-18,8%), Portalegre (-4,8%), Beja (-3,5%), Castelo Branco (-2,7%), Ilha do Pico (-2,5%), Vila Real (-1,3%) e Coimbra (-1,2%).

Também aqui Lisboa (3.797 euros\m2) continua a ser o distrito mais caro para compra de habitação, seguida por Faro (2.685 euros/m2), Porto (2.315 euros/m2), Ilha da Madeira (2.022 euros/m2), Setúbal (2.009 euros/m2), Ilha de Porto Santo (1.431 euros/m2), Aveiro (1.422 euros/m2), Ilha de Santa Maria (1.337 euros/m2), Leiria (1.297 euros/m2), Braga (1.281 euros/m2), Coimbra (1.214 euros/m2) e Ilha de São Miguel (1.128 euros/m2), em Évora tem um custo de 1.088 euros/m2, em Viseu de 895 euros/m2 e em Santarém de 862 euros/m2.

Os valores mais apelativos são em Portalegre (578 euros/m2), Guarda (679 euros/m2), Castelo Branco (716 euros/m2) e Bragança (776 euros/m2).

O aumento do preço das casas registou-se em todas as regiões do país no trimestre em análise, com as subidas mais expressivas a verificarem-se no Alentejo (6,9%), seguido pela Região Autónoma da Madeira (5,4%) e Algarve (3,2%). Seguem-se a Região Autónoma dos Açores (2%), a Área Metropolitana de Lisboa (AML) (1,6%), o Norte (1,3%) e Centro (0,5%).

A AML com 3.400 euros/m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.685 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (2.009 euros/m2) e Norte (1.954 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se a Região Autónoma dos Açores (1.068 euros/m2), o Alentejo (1.185 euros/m2) e Centro (1.194 euros/m2) que são as regiões mais baratas.

Recomendadas

Turismo investe mais de 150 milhões em projetos de inovação, digitalização e transição climática

Projeto “Agenda Acelerar e Transformar o Turismo” foi promovido por um consórcio de 44 entidades e um dos 51 escolhidos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

PremiumVanguard, Merlin e Rosewood na ‘shortlist’ para comprar sede do Novobanco

Foram assinadas esta semana as “acceptance letters” com os candidatos à compra da sede do Novobanco na Avenida da Liberdade. Foram selecionados três candidatos para avançarem com propostas vinculativas.
Comentários